Redação empresarial

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  • Publicado : 16 de junho de 2013
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Prezados estudantes, leiam novamente, com bastante atenção, o texto (conto) posto abaixo para responderem aos questionamentos que elaboramos, em número de cinco.
Em seguida, no sentido de conceder a vocês a oportunidade de aprofundarem a leitura do conto a partir de perspectivas próprias, solicitamos que elaborem duas ou três questões, apresentando as devidasrespostas para elas e os respectivos pontos para cada uma, até se fechar a nota máxima – 10,0. As questões construídas por vocês podem ser de múltipla escolha (a, b, c, d), ou de caráter opinativo / discursivo como as que criamos. Desejamos boa releitura e excelente desempenho nas respostas aos questionamentos feitos por nós e nas questões e respostas construídas por vocês.
Uma última informação: essaatividade deve ser realizada INDIVIDUALMENTE e, após pronta, enviada (NESSAS MESMAS FOLHAS que estão recebendo, respeitando o formato WORD e com cabeçalho preenchido) para o endereço eletrônico prof.sergioaraujo3@yahoo.com.br até o dia 06 de abril de 2013, sábado.



O CACHORRO
Moreira Campos

Ora, o diabo do cachorro me estragou o resto da tarde! Havia bem dois meses que não nos víamos. Euvinha pela calçada do mercado quando ele me avistou, e foi uma festa! Atirou-se contra mim, patas erguidas, o rabo parecia um espanador, porque ele era felpudo. Segurei-o pelas orelhas, apertando-lhe a cabeça com ternura, como sempre fiz. Isso como que o enlouqueceu: eram os amigos que se reencontravam. Talvez há muito tempo fizesse a si mesmo essa pergunta: “Onde ele anda?” embaraçava-se nasminhas pernas, correu até a esquina, onde levantou a perna e urinou, claro que de alegria: uma inocência de criança. Não me deixou mais, vinha ali ao meu lado.
A dona dele é Marta. Criou-o desde pequeno, como me disse. Recebeu-o numa caixa de papelão e lhe dava o leite na mamadeira, ela ou a preta Nicota.
Namorei Marta quase um ano. Menina tranquila, interessante, bem-feita de pernas. Nasceu paraser mãe, tudo nela fala de maternidade, até a maneira como agarrava Japi, apertando-o nos braços e deixando que ele lhe lambesse o rosto. Namoro de janela. Depois passamos a frequentar o banco da pracinha, porque as diversões aqui são poucas, o próprio cinema fechou. Japi nos acompanhava. Às vezes, Marta o prendia em casa, mas ele pulava a janela. Com o tempo, também me anunciava de longe. Evidenteque Marta sabia a hora de minha chegada: daria os últimos retoques, a gota de perfume atrás das orelhas bem feitas, muito coladas à cabeça. Mas Japi dava o sinal: latia na porta, vinha ao meu encontro, acompanhava-me.
Os pais de Marta aprovavam o namoro. Sou o funcionário novo do Banco. Fazia o segundo ano de Direito na Capital, mas preferi o concurso do Banco e me designaram para o interior.Cumprimento respeitoso do pai de Marta, um bater de cabeça. Homem calado, sério. É funcionário público: dirige o Posto Fiscal. Um dia apertou-me a mão ali na janela. A mãe de Marta, muito simpática. O riso manso, grande ternura pela filha única, que ela discretamente examinava para saber se se preparava bem para receber-me:
- Eu gosto mais daquela blusinha de gola alta.
Marta tinha, e tem,independência:
- Não, esta está bem.
Ela própria me contava essas coisas, rindo.
Eu já seria de dentro de casa. Em dia de folga, um domingo ou feriado, Nicota me trazia na bandeja a fatia de bolo, com o copo de refresco e o pequeno guardanapo em bico de renda, que eu apreciava. Requintes da mãe de Marta, dona Dadá, porque Nicota, por ela mesma, é preta velha solta dentro do vestido, um pé na chinela.Dona Dadá é admirável em trabalhos com agulha, bordados. Verdadeiras filigranas. O pai de Marta, Seu Alfredo, já brincava com a filha na minha presença e me indagava os negócios do Banco.
Tive a desconfiança de que a mãe de Marta cuidava, com antecipação, de alguma peça de enxoval para a filha. Digo isso porque um dia surpreendi as duas na loja de Seu Eurico, e ambas se vexaram. Dona Dadá se...
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