Recôncavo da bahia no império

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Colônia
A colonização da Bahia começou a partir da ocupação de Salvador e arredores, nos dois primeiros governos-gerais, existiram distinções muito nítidas entre Salvador e as regiões do recôncavo e os interiores mais distantes. Em 1501 foi descoberto as excelências do ancoradouro, nas duas primeiras décadas de existência da colônia os portugueses abandonaram, dando margem a que francesesnegociavam com os indígenas. Com esse abandono, explicou a surpresa de Pero Lopes de Sousa, em 1530, ao encontrar na Bahia o lendário Caramuru, que desde 1510 ou 1511, quando naufragara, viviam entre os selvagens. As capitanias que mais atraiam eram as do extremo norte, que ficavam próximo a Foz do Rio Amazonas e do extremo sul, próximas a Foz do Rio Prata, pois as capitanias da Costa central do Brasilnão ofereciam perspectivas de retorno, por isso foram destinados às menos ricos aos donatários. Os Rios davam mais acesso ao interior do Brasil e as capitanias do extremo norte e do extremo sul, onde poderiam encontradas minas de ouro e platina. Foram encontradas minas de ouro na costa ocidental da América. Por falta de recursos humanos, materiais e financeiros dos donatários as capitanias nãoprosperaram e eles dependiam da ajuda da coroa, e a coroa por não ver perspectiva de retorno imediato e pouco auxilio dos donatários, mandou aos capitães para fazer as tarefas que seriam dos donatários. D. João III instalou, um governo-geral, com sede na Bahia, para substituir o fracassado regime de capitanias. Tomé de Sousa foi nomeado para edificar uma fortaleza e povoação grande e forte num lugarconveniente segundo o regime de 17 de dezembro de 1548. Após violentas guerras contra os índios de Jaguaripe e Paraguaçu (1558 e 1559), concluiu-se a posse de Matuim e Passé. A religião teve também papel importante; Roma mandou a Salvador o primeiro bispo das Américas, o bispo Sardinha; ademais as missões religiosas dos padres da Companhia de Jesus e dos frades de São Francisco e do Monte Carmelomuito contribuíram para as atividades civilizadoras, produtivas e constantes. Outro estímulo para o povoamento consistiu no descobrimento de ouro na serra de Jacobina. No século XVIII, a Bahia contava 77.000 habitantes. Correspondendo à orientação de Portugal, ficaram caracterizadas quatro zonas de produção: (1) o Recôncavo, para a cana-de-açúcar; (2) Jaguaripe e Camamu, para a farinha demandioca; (3) tabuleiros ou areais, para fumo e mandioca; (4) o sertão, para o gado. A principal característica da economia, foi estar voltada para o mercado externo, com as terras da Bahia colocadas como fornecedoras de matérias-primas e artigos da lavoura tropical, que interessavam à Europa. A economia de exportação desenvolveu-s de forma variada e complexa, com um elenco mais extenso e mais expressivode artigos e produtos, como pau-brasil, açúcar, algodão, fumo, ouro, madeiras, couro cru, cachaça e farinha. 

Ocupação Holandesa
Em começos do século XVII, graves acontecimentos interromperam a maré de prosperidade reinante na Bahia. A união das coroas de Portugal e Espanha (a Espanha proibiu o Brasil de ter relações comerciais com a Holanda), mas também graças à cobiça despertada pelariqueza do açúcar, resolvera a Holanda, em 1623, assaltar a Bahia.Em maio de 1624 chegava a Salvador a esquadra comandada por Jacob Willekens, com 26 navios e 500 bocas de fogo; os invasores ocuparam facilmente a cidade, permanecendo por um ano, até serem rechaçados pela armada luso-espanhola, comandada por D. Fradique de Toledo Osório. Inconformados com a perda, a ela retornaram os holandeses em 1638,quando já fortemente estabelecidos em Pernambuco, tomado em 1630.   Dessa feita, o ataque foi comandado por Maurício de Nassau, que, havendo iniciado o assédio em 16 de abril, retirou-se, batido, em 29 de maio.

Luta pela Independência
Em fins do século XVIII atuavam em Salvador 164 comerciantes exportadores e importadores. Todo o comércio destinava-se à Europa, à África e ao Rio Grande do...
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