Reanimacao neonatal

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  • Publicado : 27 de agosto de 2012
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1. INTRODUÇÃO

A parada cardiopulmonar em crianças é muito menos comum do que a parada cardíaca no adulto.As causas de parada cardíaca em pediatria são heterogêneas e incluem síndrome da morte súbita do lactente, submersão/quase afogamento, trauma e sepse.

2.DEFINIÇÃO:A ressuscitação cardiopulmonar (RCP) é o conjunto de medidas que têm como objetivo evitar ou reverter à morte prematurade pacientes com as funções respiratória e circulatória ausente ou gravemente comprometida. Em crianças, a RCP está indicada na parada cardiorrespiratória (PCR) e na bradicardia com hipoperfusão (frequência cardíaca menor que 60 batimentos por minuto com sinais de choque sem melhora com oxigenação adequada).3 .DIAGNÓSTICO:A suspeita diagnóstica da PCR é feita ao se visualizar a criança. Apnéia ourespiração agônica (gasping) configura parada respiratória, e ausência de pulsos em grandes artérias, parada circulatória. Outros sinais acessórios também devem ser considerados: respiração irregular, frequência dos batimentos cardíacos muito baixa, cianose e palidez cutânea.A monitorização eletrocardiográfica pode revelar assistolia, fibrilação ventricular, taquicardia ventricular, atividadeelétrica sem pulso (anteriormente chamada de dissociação elétrico-mecânica) ou bradicardia. Embora todos esses ritmos possam ser encontrados, a assistolia é o ritmo de colapso mais frequente em crianças, responsável por aproximadamente 90% dos casos .Suspeitando-se de PCR, as manobras de ressuscitação devem ser imediatamente, iniciadas, no próprio local da ocorrência1. Essas manobras básicas têm oobjetivo de manter algum fluxo de sangue oxigenado aos órgãos vitais, principalmente cérebro e coração. A respiração boca-a-boca fornece uma FiO2 de apenas 16-17% e, com as compressões torácicas executadas adequadamente, só se consegue cerca de 25 a 30% do débito cardíaco normal. De modo que todos os esforços devem ser feitos para se otimizar a ressuscitação: ventilação com bolsa-valva-máscara ouintubação traqueal, fonte de oxigênio a 100%, acesso vascular, monitorização e trabalho harmônico de equipe, que só pode ser alcançado com treinamento periódico.4.EPIDEMIOLOGIA:A epidemiologia da parada cardiorrespiratória da criança é diferente daquela do adulto. Neste, na maioria das vezes (80-90%) é um evento súbito , inesperado, de origem cardíaca (fibrilação ventricular), de melhorprognóstico quando prontamente atendido, principalmente quando um desfibrilador está disponível nos primeiros cinco minutos pós-parada. Já nos indivíduos menores de 10 anos, apenas cerca de 10 a 15% dos casos de PCR são devidos à fibrilação ventricular. A parada cardiorrespiratória na criança raramente é um evento inesperado, sendo tipicamente o resultado final da deterioração progressiva das funçõesrespiratória e/ou circulatória (choque), levando à insuficiência cardiopulmonar com hipoxemia e acidose, culminando em parada cardíaca (atividade elétrica sem pulso ou assistolia). A sobrevida na ressuscitação após PCR na infância é muito ruim (7 a 11%), parte com sequelas neurológicas graves. Quando a ressuscitação é por parada respiratória sem assistolia, a sobrevida alcança 75 a 90%, se oatendimento é rápido e bem executado, na maior parte das vezes, não há danos neurológicos.Assim, o ponto mais importante é o da prevenção da PCR, reconhecendo-se precocemente os sinais de dificuldade respiratória que possam levar à insuficiência respiratória, ou os sinais precoces de insuficiência circulatória, intervindo antes que ocorra a assistolia. Ênfase deve ser dada aos programas de prevenção deacidentes, já que trauma é a principal causa de morte das crianças maiores de um ano de idade e dos adolescentes .Como já visto a parada cardíaca por distúrbios do ritmo na infância é menos comum; pode, entretanto, ocorrer e deve ser considerada, especialmente, nas crianças portadoras de cardiopatias congênitas, miocardites, miocardiopatias dilatadas, intervalo QT prolongado, síndrome de...
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