Raymundo faoro

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INTRODUÇÃO

O objetivo deste trabalho é apresentar o pensamento político de Raymundo Faoro e Florestan Fernandes. Ambos partir da leitura de suas obras e de outros autores que como eles tenham pontos em comum. A tese de Raymundo Faoro é a da existência, na formação nacional brasileira, de um patrimonialismo estamental exercido através de um estamento burocrático que teria sua origem em Portugale permanecido ao longo de toda a história brasileira. A presença deste estamento burocrático teria dado causa à separação entre nação e Estado que, segundo Faoro, marcou os diversos períodos da História do Brasil.
Já a tese de Florestan Fernandes está obrigatoriamente associada à pesquisa sociológica no Brasil e na América Latina, ele transformou o pensamento social no país e estabeleceu umnovo estilo de investigação sociológica, marcado pelo rigor analítico e crítico, e um novo padrão de atuação intelectual.


1- RAYMUNDO FAORO – 1925 -2003




Advogado, jurista e escritor brasileiro nascido em Vacaria, Rio Grande do Sul, considerado um dos grandes pensadores do Brasil, autor de análises imprescindíveis ao entendimento da sociedade, da política e do Estado brasileiro. Filhode agricultores passou boa parte da infância e da juventude na cidade de Caçador, Santa Catarina (1930-1945), para onde se mudou com a família e onde fez o curso secundário, no Colégio Aurora. De volta ao Rio Grande do Sul, como estudante universitário foi co-fundador da revista Quixote (1947) e escreveu para diversos jornais do Rio Grande do Sul. Formou-se em direito pela Universidade Federal doRio Grande do Sul (1948) e três anos depois (1951) seguiu para o Rio de Janeiro.

Admitido por concurso como Procurador do Estado, na função destacou-se como um dos mais importantes juristas do Brasil, especialmente reconhecido e bastante respeitado pela sua contribuição às Ciências Sociais. Publicou um livro considerado um clássico: Os Donos do Poder (1958), pela Editora Globo, dePorto Alegre, onde analisou a formação do patronato político e o patrimonialismo do Estado brasileiro, levando em consideração as características da colonização portuguesa. Escreveu outros livros em que discutiu temas como a política brasileira, ensaios jurídicos, além de um estudo sobre as obras e os personagens do escritor Machado de Assis. Também atuou como articulista em diversos jornais e foipresidente da Ordem dos Advogados do Brasil, a OAB (1977-1979). Na política diretamente lutou pela redemocratização do País, defendeu o fim dos Atos Institucionais do regime militar e participou ativamente no governo João Figueiredo, na campanha pela anistia ampla, geral e irrestrita.

Este carioca voluntário e emérito foi eleito para a Academia Brasileira de Letras (2000) no lugar dojornalista Barbosa Lima Sobrinho. Recebeu o Prêmio José Veríssimo da Academia Brasileira de Letras (1959); o Prêmio Moinho Santista de Ciências Sociais (1978) e a Medalha Teixeira de Freitas, do Instituto dos Advogados do Brasil. Faleceu vítima de enfisema pulmonar, aos 78 anos, no Rio de Janeiro, velado na ABL e enterrado no Cemitério São João Batista. Conhecido como O Embaixador da Cidadania,teve outras publicações importantes como o ensaio Machado de Assis - A Pirâmide e o Trapézio (1975), A Assembléia Nacional Constituinte - A Legitimidade Recuperada (1980) e Existe um Pensamento Político Brasileiro? (1994).


1.1- OS DONOS DO PODER – FAORO, RAYMUNDO. (1979). FORMAÇÃO DO PATRONO POLITICO BRASILEIRO
Em novembro de 2000, Raymundo Faoro, aos 75 anos, fora eleito para acadeira de número 6 da Academia Brasileira de Letras; ABL (antes de Barbosa Lima Sobrinho, que morreu recentemente). Um dos maiores motivos para a sua eleição e conseqüente vitória foi a sua mais importante obra, Os Donos do Poder, de 1958. Três anos depois, foi vítima de enfisema pulmonar e morreu. Apesar de tamanho prestígio, ao longo de sua carreira o jurista Raymundo Faoro recebeu críticas...
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