Raquidiana

Disponível somente no TrabalhosFeitos
  • Páginas : 6 (1388 palavras )
  • Download(s) : 0
  • Publicado : 12 de outubro de 2012
Ler documento completo
Amostra do texto
Anestesia raquidiana

A anestesia raquidiana tem sido cada mais vez utilizada na criança como técnica única ou

associada à sedação ou anestesia geral. Peculiaridades anatômicas tornam obrigatório que se Atualização em Anestesia Regional Pediátrica: Raquianestesia e Anestesia Peridural

617

utilize material apropriado, havendo, hoje, disponíveis agulhas de vários calibres e curtas.Embora

a raquianestesia seja uma técnica centenária, por muitas décadas permaneceu como uma técnica

de exceção. Sua popularidade aumentou a partir da segunda metade dos anos 80 após a

constatação de que os ex-prematuros com idade gestacional abaixo de 60 semanas (ou menos

na opinião de outros) têm mais chances de desenvolver apnéia após anestesia geral do que após

a raquianestesia37

. Outros trabalhos posteriores confirmaram este benefício

38-41

. A anestesia

raquidiana é a técnica de escolha por muitos serviços para a anestesia dos neonatos sob risco de

apnéia. No entanto, a incidência de falhas é bastante alta com esta técnica e há pontos ainda não

esclarecidos. Por exemplo, não se sabe qual a melhor posição para a punção raquidiana ou a

melhorrelação dose-resposta para o dermátomo a ser atingido. Algumas trabalhos mais recentes

tentam esclarecer alguns destes estes pontos. Um grupo com 28 ex-prematuros com idade pósconceptual inferior à 46 semanas foi submetido à herniorrafia inguinal com sevoflurano ou anestesia

raquidiana na posição deitada com 1mg.kg

-1

de bupivacaína hiperbárica. Bradicardia e apnéia

foram observadasem 5 das 14 crianças no grupo do sevoflurano e em nenhuma no grupo da

raquianestesia. A monitorização pós-operatória foi feita por um sistema computadorizado

considerado confiável. Este estudo confirma a vantagem da raquianestesia como técnica única

para os ex-prematuros em risco de apnéia. Os autores, no entanto, relatam um importante fator

que pode limitar os benefícios desta técnica:em 28% das crianças não foi possível realizar a

punção espinhal devido à sua intensa agitação

41

. Em outro estudo, 62 prematuros ou exprematuros e lactentes submetidos a diversas cirurgias de pequeno porte receberam doses

idênticas de bupivacaína 0,5% ou tetracaína 0,5% hiperbárica e na posição sentada. Destas

crianças, 55 eram prematuras ou ex-prematuros com idadepós-conceptual de 43,3±5semanas

e 21 tinham alguma doenças coexistente. O bloqueio ficou adequado em 55 pacientes e insuficiente

em 7. A sedação com óxido nitroso foi necessária em 4 crianças do grupo dos prematuros.

Bradicardia, hipoxemia e apnéia foram complicações que afetaram 5 crianças no pós-operatório

42

.

Um outro estudo investigou se a raquianestesia realizada nas posições sentada oudeitada produzia

nível de bloqueio diferente. Foram estudados 30 recém-nascidos prematuros que receberam

1mg.kg de bupivacaína isobárica com punção abaixo de L4. Os neonatos eram sedados com

óxido nitroso que era mantido durante a cirurgia. O bloqueio lombar foi realizado com agulha

22G de 2,5cm. A mediana do nível do bloqueio sensitivo foi T5 nos dois grupos e o bloqueio

motordurou em média 67min (50-85)min no grupo da posicão e 63m (50-85)min no grupo da

posição em decúbito lateral. Uma série com 1132 crianças com idades entre 6 meses a 14 anos

submetidos à cirurgia infraumbilical incluindo cirurgias ortopédicas receberam raquianestesia como

técnica única. As crianças eram sedadas com midazolan, thiopental e propofol e mantidas em

ventilação espontânea. Obloqueio espinhal foi realizado com bupivacaína 0,5 hiperbárica com

0,2mg.kg-1 empregando-se uma agulha de 90mmHg 25G Sprotte. Apenas 27 em 1132 crianças

precisaram de algum complemento. A incidência e gravidade das complicações foi baixa.

Hipotensão arterial foi observada em 9 de 942 crianças com menos que 10 anos de idade e 8 de

190 crianças com mais de 10 anos de idade. Cefaléia...
tracking img