Ralstonia solanacearun

Disponível somente no TrabalhosFeitos
  • Páginas : 5 (1205 palavras )
  • Download(s) : 0
  • Publicado : 18 de julho de 2011
Ler documento completo
Amostra do texto
Características de Ralstonia solanacearum

Ralstonia solanacearum é uma bactéria que se encontra distribuída mundialmente, e possui uma enorme gama de hospedeiros vegetais suscetíveis. Faz parte do grupo das bactérias não fluorescentes, gram negativas, aeróbicas, baciliformes, com um ou mais flagelos em uma das extremidades (lofotríquias), que não crescem a 40 ºC (mesófilas) e que formamcolônias esbranquiçadas em meio contendo ágar [Bringel, 2002].

A bactéria foi citada pela primeira vez por Erwin Smith, em 1896, como Bacillus solanacearum, extraída de plantas de batata, tomate e berinjela, infectadas [Hayward, 1994]. Desde então, vem sendo descrita e estudada a fim de se determinar o seu controle [Bringel., 2002].

Ralstonia solanacearum é um patógeno capaz de formarnumerosas raças e subespécies, das quais pode-se separar 40 grupos basendo-se nas suas características in vitro, atividades bioquímicas e reações sorológicas, dentre outras [Hayward, 1994]. Este mesmo autor descreve os grupos divididos, com base nos hospedeiros como sendo: I) raça um que ataca as solanáceas e outros hospedeiros; II) raça dois, os patógenos da bananeira (Musa paradisíaca L.); III) araça três, os patógenos da batata ( Solanum tuberosum L.). Mais tarde, os isolados foram separados em biovares, com base na utilização de açucares e álcool como única fonte de carbono. Essa nova classificação tem facilitando o cultivo da bactéria em práticas laboratoriais [Bringel, 2002].

Os biovares I e III, da raça um, são predominantemente do nordeste brasileiro, são os principaisresponsáveis pela patogenicidade ao tomateiro [Kurozawa & Pavan, 1997]. Após observações detalhadas em uma coleção de Ralstonia solanacearum, foi sugerida uma nova classificação, estabelecida com base em algumas diferenças relacionadas à agressividade de isolados da biovar II, bem como, em algumas diferenças dos isolados da coleção, em relação ao fenótipo original. Deste modo, a novaclassificação incluiu os fenótipos: biovar II-A (de Andes), especializados em atacarem a batata cultivada em climas frios, e biovar 2-T (de tropical), para os isolados que ocorrem em regiões de baixa altitude [Bringel, 2002].

Em relação às atividades desenvolvidas por Ralstonia solanacearum internamente no hospedeiro, pode ser verificada a formação de polissacarídeos, gomas, tiloses e fragmentoscelulares, materiais estes responsáveis pela obstrução dos vasos e das cavidades. Com a morte da planta, à proporção que avança seu processo de decomposição, a bactéria multiplica-se abundantemente, liberando novos talos bacterianos para o solo e iniciando um novo ciclo de infecção [Bedendo, 1995].

O principal motivo para o gênero Ralstonia ser prejudicial a diversas espécies vegetais estárelacionado à imensa variabilidade patogênica, evidenciada por suas raças fisiológicas. Na ausência do hospedeiro a bactéria sobrevive no solo e, dependendo das condições físicas, especialmente temperatura e umidade, mantêm-se ali por longo tempo. Conforme Kurozawa & Pavan (1997), este período não ultrapassa dois ou três anos, principalmente se a área for ocupada por gramíneas.

2.5 O Ciclo da DoençaA murcha da planta é resultante do acúmulo de Ralstonia solanacearum no seu xilema impedindo o fluxo ascendente de água absorvida pela raiz para as mais diversas partes da planta.

De acordo com Bedendo (1995), a bactéria é capaz de sobreviver no solo, por um longo período na ausência de um hospedeiro, nutrindo-se de restos culturais e/ou hospedeiros alternativos. A disseminação ocorre pelaágua da chuva, ou água de irrigação via solo. A penetração ocorre sob alta umidade, favorecendo a multiplicação dos talos bacterianos, através de ferimentos nas raízes e finalmente a colonização se dá pela multiplicação nos tecidos vegetais, sempre em direção aos vasos xilemáticos. No xilema a bactéria rompe as células da parede do vaso e passam a multiplicar-se nas células de parênquima. Há...
tracking img