Radiação

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biológico
das
Radiações

RELATÓRIO
TÉCNICO

Técnico Segurança do Trabalho
Introdução
Efeitos biológicos das radiações
1. Introdução
2. Efeitos biológicos das radiações não ionizantes
3. Efeitos biológicos das radiações ionizantes
4. Estágios físicos, químicos e biológicos da interação da radiação
5. Respostas do DNA às radiações
6. Efeitos somáticos e hereditários7. Radiosensibilidade
8. Respostas às radiações em diferentes sistemas do corpo humano

NORMA REGULAMENTADORA 32 -  NR 32

Sumário
* 1 Do Objetivo e Campo de Aplicação
* 2 Dos Riscos Biológicos
* 3 Dos Riscos Químicos
* 4 Das Radiações Ionizantes
* 6 Das Condições de Conforto por Ocasião das Refeições
* 7 Das Lavanderias
* 8 Da Limpeza e Conservação
* 9 Da Manutenção deMáquinas e Equipamentos
* 10 Das Disposições Gerais
* 11 Das Disposições Finais
* Glossário
* Anexos

BIBLIOGRAFIA pag. 16

1. Introdução
Os fenômenos associados à interação da radiação com a matéria são absolutamente gerais no que diz respeito aos elementos químicos que formam o material irradiado, seja biológico ou não. Destas interações surgem os efeitos biológicos dasradiações, que são as conseqüências posteriores à exposição.
Os efeitos das radiações sobre os seres vivos são muitos e complexos. As pesquisas sobre estes efeitos visam, em geral, correlacionar fatores tais como dose recebida, energia, tipo de radiação, tipo de tecido, órgãos atingidos etc. Diferentes tecidos reagem de diferentes formas às radiações. Alguns tecidos são mais sensíveis que outros, comoos do sistema linfático e hematopoiético (medula óssea) e do epitélio intestinal, que são fortemente afetados quando irradiados, enquanto outros, como os musculares e neuronais, possuem baixa sensibilidade às radiações.
No contexto biológico os elementos químicos relevantes que formam os tecidos e órgãos dos seres vivos são o carbono, oxigênio, nitrogênio e hidrogênio. Com relação às interaçõescom estes elementos, as radiações são primeiramente classificadas como ionizantes ou não ionizantes.
Em uma interação, a radiação cede a uma molécula certa quantidade de energia, esta energia pode ser suficiente para arrancar um elétron orbital e conferir-lhe energia cinética, provocando assim a ionização. Em outros casos a radiação não tem energia suficiente para provocar ionização, mas conseguepromover o elétron a um nível energético superior, acarretando a excitação ou ativação. Existem também situações em que a energia é muito baixa e apenas aumenta a velocidade de rotação, translação ou de vibração da molécula.
A Tabela 1 mostra os primeiros potenciais de ionização para alguns elementos, isto é, a energia necessária para que a radiação incidente possa arrancar o elétron de valência,causando a ionização.

Tabela 1. Primeiros potenciais de ionizaçãopara alguns elementos 
(em elétron-Volts)
K | 4,34 |   | P | 10,98 |
Na | 5,14 |   | C | 11,27 |
Ca | 6,11 |   | Cl | 12,96 |
Mg | 7,65 |   | H | 13,60 |
Fe | 7,80 |   | O | 13,62 |
S | 10,36 |   | N | 14,55 |

3.2. Efeitos biológicos das radiações não ionizantes
Radiações que não são capazes de ejetar os elétronsda camada eletrônica para os elementos considerados (C, H, O, N) são ditas não ionizantes (no contexto biológico). Os efeitos dessas radiações nos organismos não são menos perigosos pelo fato de não provocarem ionizações, pois elas não atuam só em nível atômico, como acontece com radiações ionizantes, mas também em nível molecular, como acontece com a radiação ultravioleta (UV) quando interagecom a molécula de DNA (ácido desoxirribonucléico).

Radiação Ultra-Violeta
Os raios ultravioleta, que são emitidos pelo Sol e por lâmpadas junto com o espectro visível, são classificados pelo seu comprimento de onda (Tabela 2).

Tabela 2. Classificação da radiação ultravioleta segundo o comprimento de onda
(em nanometros - 10-9 m)
UVA | 380 | a | 320 |
UVB | 320 | a | 290 |
UVC |...
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