Racismo

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  • Publicado : 18 de maio de 2011
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Introdução
O Racismo no Brasil se apresenta com um dos grandes desafios a serem superados pela população negra, já que esta condição, acrescida da distribuição injusta da riqueza e dos inúmeros benefícios gerados pela política econômica à classe dominante, notadamente "branca", relega a grande maioria negra a condições extremamente precárias de sobrevivência.
Acredita-se que a luta políticapela igualdade entre negros e "brancos" não está desconectada da luta pelo fim de uma sociedade que tende a homogeneizar culturas, hierarquizar e coisificar as relações entre as pessoas que, em última instância, estão condenadas a serem reduzidas simultaneamente a consumidores e mercadorias. Assim sendo, para que homens e mulheres sejam humanamente  emancipados-já que a emancipação política jáocorreu e tenham todos as mesmas condições de desenvolver suas potencialidades, uma autêntica individualidade, se faz necessário, antes de tudo, repensar radicalmente este modelo de organização da vida econômica social e política.
Nesta análise parte-se do pressuposto de que a esfera da luta política  é expressão direta do modelo econômico adotado, sendo impossível alterar àquela significativamente deuma maioria subjugada, independentemente da cor da pele e do gênero, sem que o campo da reprodução da vida, ou seja, a estrutura econômica e produtiva seja alterada em profundidade.
Desta forma, ao pensar na luta pela promoção da igualdade entre os seres humanos, e aqui especificamente entre negros e "brancos", que tenham como principal parceiro o Estado burguês na luta contra a discriminação,deve-se levar em consideração que nenhuma medida estatal será tomada contrariamente à  reprodução dessa lógica que se fundamenta pela exploração, dominação e acumulação de capital em escala planetária. Ou seja, esperar que o Estado nacional, por meio de medidas legais elimine de fato as injustiças e discriminações sociais, principalmente àquelas ao acesso a postos de trabalho, é no mínimoingenuidade tendo em vista a natureza capitalista do Estado.
Ao ser incomodado por um movimento social organizado, mesmo  que desarticulado regionalmente ou nacionalmente como o movimento negro, mas que de alguma forma consegue dar visibilidade aos graves problemas dessa população, que com base na Constituição Federal deveriam, mas não são tratados como cidadãos o Estado lhes dá algumas concessões quepermite, em última instância, uma certa tranqüilidade a efetivação do projeto político neoliberal.
Estas concessões favorecem este ou aquele grupo social, mas não altera em definitivo a sua condição, pois nada pode interferir negativamente nos interesses da classe dominante e no seu projeto de acumulação. Estas medidas, como as ações afirmativas, a discriminação positiva em prol dos negros, que emmuitos casos são tratadas como soluções para os problemas das "minorias", serão sempre paliativas, expressão de uma "vontade política" que jamais deve ser efetivada em sua totalidade.
Em se tratando do racismo no Brasil, são utilizados todos os tipos de argumentos que dizem respeito à habilidade, capacidade intelectual, formação, etc.,para legitimar a não inserção do negro em ocupações qualificadasno mercado de trabalho.A ausência incontestável da população negra nos postos de trabalho mais qualificados e, por tanto,nas classes de nível econômico mais elevado, e a divulgação destas informações através da mídia, a academia e ao governo a emergência moral, mesmo que superficial, de promover propostas que visem em longo prazo "a promoção da igualdade" nacional. No entanto, não deixam de serações imediatamente realizáveis, escolhas possíveis no interior das restritas alternativas socialmente criadas.
Desenvolvimento
Vimos através desta introdução, vários ângulos das medidas adotadas pelo Estado burguês, cuja intencionalidade é manter o processo de discriminação e estratificação do elemento negro dentro da sociedade brasileira capitalista e neoliberal. Agora, veremos outros ângulos...
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