Queda - idosos

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Envelhecimento da população

Em todo o mundo, o número de pessoas com mais de 60 anos cresce com rapidez maior do que qualquer outro grupo etário. O número desse grupo etário foi estimado como sendo de 688 milhões de pessoas, em 2006, projetado para crescer para quase dois bilhões de pessoas até 2050. Nessa época, a população de idosos será muito maior do que a de crianças com menos de 14 anosde idade pela primeira vez na história da humanidade. Mais ainda, os segmentos mais velhos da população, com idades superiores a 80 anos, particularmente suscetíveis a quedas e suas consequências é o grupo que cresce com rapidez maior dentro da população mais idosa, e espera-se que chegue a representar 20% da população mais velha até 2050.
A pirâmide populacional em 2005 e em 2025. Salienta acrescente proporção da população mais velha em paralelo com um decréscimo da população mais jovem. A pirâmide triangular de 2005 será substituída por uma estrutura mais cilíndrica em 2025.

QUEDA EM IDOSOS

Durante a fase de envelhecimento, fatores biológicos, doenças e causas externas podem influenciar a forma em que ela se dá. A queda é uma delas e, segundo a Classificação Internacional deDoenças (CID-10), é uma causa externa.
Queda pode ser definida como "um evento não intencional que tem como resultado a mudança de posição do indivíduo para um nível mais baixo, em relação a sua posição inicial". Para Cunha & Guimarães (1989), a queda se dá em decorrência da perda total do equilíbrio postural, podendo estar relacionada à insuficiência súbita dos mecanismos neurais eosteoarticulares envolvidos na manutenção da postura. Alguns autores referem-se à queda como uma síndrome geriátrica, por ser considerada um evento multifatorial e heterogêneo.
Pessoas de todas as idades apresentam risco de sofrer queda. Porém, para os idosos, elas possuem um significado muito relevante, pois podem levá-lo à incapacidade, injúria e morte. Seu custo social é imenso e torna-se maior quando oidoso tem diminuição da autonomia e da independência ou passa a necessitar de institucionalização.
Tem sido verificados nos serviços de emergência dos EUA que as quedas são eventos freqüentes causadores de lesões, constituindo a principal etiologia de morte acidental em pessoas com idade acima de 65 anos. A lesão acidental é a sexta causa de mortalidade em pessoas de 75 anos ou mais. A queda éresponsável por 70% dessa mortalidade. Segundo dados do Governo da Alemanha, em 1996, morreram 11/100.000 pessoas após sofrerem lesões provocadas por queda. No Brasil, segundo dados do Sistema de Informação Médica/Ministério da Saúde, entre os anos de 1979 e 1995, cerca de 54.730 pessoas morreram devido a quedas, sendo que 52% delas eram idosos, com 39,8% apresentando idade entre 80 e 89 anos. Aindasegundo dados do Ministério da Saúde/ Sistema de Informação Hospitalar, a taxa de mortalidade hospitalar por queda, em fevereiro de 2000, foi de 2,58%. A maior taxa encontrada foi na região Sudeste, seguida pela região Nordeste, Sul e Centro Oeste. Na Finlândia, Kannus et al (1999) encontraram que o número de mortes causadas por queda em 1995 (793 mortes) aumentou em 80% quando comparado com o anode 1971 (441 mortes).
Embora seja evidente o aumento do evento queda entre a população idosa, a literatura gerontológica e geriátrica brasileira têm efetuado poucos estudos epidemiológicos sobre este assunto. Como mostrado por Becker et al (1999), a mesma problemática é encontrada na Alemanha.
Logo, deve-se investigar a história da queda referida pelos idosos, considerando local de ocorrência,causas e consequências, e descrevendo mudanças ocorridas na vida diária dos idosos, após a queda, entre elas as relacionadas à capacidade funcional: alterações para realização das atividades básicas da vida diária (ABVD) e atividades instrumentais da vida diária (AIVD).

FREQUÊNCIA E CONSEQUÊNCIAS

* No Brasil cerca de 30% dos idosos caem pelo menos uma vez no ano;
* A frequência de...
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