Qualidade de vida no trabalho

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Segundo GUIMARÃES (1995) e VIEIRA (1996) a QVT surge na década de 50, juntamente com o surgimento da abordagem sócio-técnica, porém a expressão "qualidade de vida no trabalho", só foi introduzida no início da década de 70, por Louis Davis. Qualidade de vida no trabalho pode ser definida como:
"... melhoria nas condições de trabalho - com extensão a todas as funções de qualquer natureza e nívelhierárquico, nas variáveis comportamentais, ambientais e organizacionais que venham, juntamente com políticas de Recursos Humanos condizentes, humanizar o emprego, de forma a obter-se um resultado satisfatório, tanto para os empregados como para a organização. Isto significa atenuar o conflito existente entre o capital e o trabalho." (VIEIRA e HANASHIRO, 1990, apud VIEIRA, 1996).

O conceito,através dos programas de qualidade total, vem impregnando propostas de práticas empresariais.
Se sua origem pode ser encontrada no longínquo pós-guerra, como conseqüência da implantação do Plano Marshall para a reconstrução da Europa,sua trajetória tem passado por vários enfoques.
A qualidade de vida sempre foi objeto de preocupação da raça humana.
Historicamente exemplificando, osensinamentos de Euclides (300 a.C.) de Alexandria sobre os princípios da geometria serviram de inspiração para a melhoraria do método de trabalho dos agricultores à margem do Nilo, assim como a Lei das Alavancas, de Arquimedes, formulada em 287 a.C., veio a diminuir o esforço físico de muitos trabalhadores.
Uns enfatizam aspectos da reação individual do trabalhador às experiências de trabalho (décadade1960); outros aspectos de melhoria das condições e ambientes de trabalho, visando maior satisfação e produtividade (década de 1970) Articulada a esta última abordagem, a QVT também é vista como um movimento, no qual termos como gerenciamento participativo e democracia industrial são adotados freqüentemente, como seus ideais (meados da década de 1970).
Por fim, nos anos 80, adquire importância comoum conceito globalizante, na busca de enfrentar as questões ligadas à produtividade e à qualidade total.
No século XX, muitos pesquisadores contribuíram para o estudo sobre a satisfação do indivíduo no trabalho. Entre eles destacamos Helton Mayo, cujas pesquisas são altamente relevantes para o estudo do comportamento humano, da motivação dos indivíduos para a obtenção das metas organizacionais eda Qualidade de Vida do
Trabalhador, principalmente a partir das pesquisas e estudos efetuados na Western Eletric Company (Hawthorne, Chicago) no início dos anos 20, que
culminaram com a escola de Relações Humanas.
Maslow concebeu a hierarquia das necessidades, composta de cinco necessidades fundamentais: fisiológicas, segurança, amor, estima e auto-realização. Douglas McGregor, autor daTeoria X, por sua vez, considerava, entre outras coisas, que o compromisso com os objetivos depende das recompensas à sua consecução, e que o ser humano não só aprende a aceitar as responsabilidades, como passa a procurá-las.
Observa-se, assim, que a QVT dialoga com noções como motivação, satisfação, saúde-segurança no trabalho, envolvendo discussões mais recentes sobre novas formas de organizaçãodo trabalho e novas tecnologias.
Aqui, interessa discutir a vertente que prioriza as condições, ambientes, organização do trabalho e as tecnologias.
Vertente esta, advogada pela Organização Internacional do Trabalho
(OIT) a partir de 1976, quando lança e fomenta o desenvolvimento do Programa Internacional para o Melhoramento das Condições e dos Ambientes de Trabalho (PIACT).

Trata-se de umaproposta que procura articular
duas tendências:

Uma dirigida ao melhoramento da qualidade geral de vida como uma aspiração básica para a humanidade hoje e que não pode sofrer solução de continuidade no portão da fábrica. (...); a outra, concernente a uma maior participação dos trabalhadores nas decisões que diretamente dizem respeito à sua vida profissional (Mendes, 1988a).
CONCEPÇÕES...
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