Quaestio de touradas

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QUAESTIO

Serão as touradas legítimas?
Parece que as touradas são legítimas pois:
1º Se não fossem as touradas e os seus adeptos, os touros bravos já estavam extintos;
2º Além disso, as touradas são uma tradição antiga e por isso devem ser defendidas;
3º Mais ainda, quem é contra as touradas devia preocupar-se com actos reprováveis contra outros animais;
4º Para além do mais não estáprovado que os touros sofram durante as corridas;
5º Além disso, os touros são agressivos por natureza pelo que o que se exige numa tourada é apenas que ele seja fiel à natureza com que nasceu;
6º Por isso, as touradas enaltecem a nobreza do touro;
6º Finalmente, se quem gosta respeita a opinião de quem não gosta, quem é contra devia respeitar a opinião de contrária.
Mas pelo contrário, tal comoafirmou Jeremy Bentham “Não interessa se eles podem raciocinar; não interessa se eles podem falar; o que interessa é se podem sofrer”.
Há que responder dizendo que o essencial do espectáculo tauromáquico consiste na lide de touros bravos através de técnicas consideradas como arte. A lide varia de país para país, em Portugal tem duas fases: a chamada lide a cavalo, a lide a pé (menos habitual) eposteriormente a pega. A primeira é levada a cabo por um cavaleiro, lidando o touro. A lide consiste na colocação de ferros, as farpas, de tamanhos variáveis, começando com ferros longos e culminando frequentemente com ferros muito curtos, ditos "de palmo". A corrida de touros à portuguesa consiste na lide de seis touros, habitualmente. Cada um dos touros é lidado por um cavaleiro tauromáquico,que tem um determinado tempo durante o qual poderá cravar um número variável de farpas compridas (no início), curtas e de palmo (ainda mais pequenas) no dorso do animal. Os touros podem alternativamente ser lidados por um toureiro a pé (embora isto seja menos comum nas touradas portuguesas), que também crava as bandarilhas, um par em simultâneo, no dorso do touro. Outra faceta da lide a pé envolve ouso de uma pequena capa (a muleta) e de um estoque. Em Portugal é proibida a morte do touro na praça (com excepção da vila de Barrancos), mas noutros países a lide a pé culmina na morte, por estocada, do animal.
Os touros antes de entrar na praça são mantidos nos curros, até à hora de entrarem na arena. Calcula-se que percam cerca de 10% do seu peso na viagem da ganadaria (lugar onde são criadose onde há uma vida tranquila) para a praça. Esta perda de peso é atribuída não só à viagem mas também ao facto de os animais serem conduzidos com aguilhões e à paulada. Igualmente deve contribuir para este súbito emagrecimento alguns métodos de preparação, dos quais se destaca o serrar dos chifres a sangue frio para serem embolados (nas touradas portuguesas, os touros não têm os seus chifresinteiros e expostos). Durante a tourada, os touros são golpeados com bandarilhas e com ferros (que podem ter comprimentos variáveis entre os 8 cm e os 30 cm, costumam ter arpões na ponta, para se prenderem à carne e aos músculos dos animais). Na tourada à portuguesa, os cavaleiros tauromáquicos fazem o comum toureio a cavalo, expondo o cavalo às investidas que os touros tentam. Os cavaleirostauromáquicos, montando cavalos, cravam os ferros no dorso dos touros, enquanto os cavalos tentam esquivar-se. É comum os cavalos ficarem feridos pelos chifres e pelas pancadas dos touros. As esporas ao ferirem as costelas do cavalo forçam -no a dirigir-se aos touros. Os cavalos sangram consideravelmente, embora não tanto como os touros. O decorrer da corrida de touros à portuguesa consiste na lide de seistouros, habitualmente. Cada um dos touros é toureado por um cavaleiro tauromáquico, que lhe crava entre quatro a oito ferros compridos com grandes e afiados arpões na ponta. Os touros podem alternativamente ser lidados por um toureiro a pé (embora, tal como já foi afirmado, isto seja menos comum nas touradas portuguesas) que crava repetidamente as aguçadas bandarilhas no dorso do touro....
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