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  • Publicado : 24 de abril de 2012
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AS ORIGENS DO ANTROPOS
GUERRIERO, Silas – Olho Dágua
UNIP
Disciplina: Homem e Sociedade

“Quem somos nós?” Esta pergunta nos acompanha desde os tempos mais remotos. A antropologia, segundo a etimologia, é a ciência que busca conhecer o antropos, o humano. Longe de procurar esgotar essa tarefa, o que seria impossível dada a complexidade da natureza humanamente capítulo procuraremosapontar algumas pistas que poderão levar o leitor à fascinante aventura do conhecimento sobre nós mesmos.
Vemo-nos qualitativamente diferenciados dos demais seres e constituídos de uma natureza especial. Durante muito tempo nos enxergamos como feitos à imagem e semelhança de Deus. Em muitos povos, as mitologias de criação falam de seres criadores e de heróis civilizadores antropomorfizados eassemelhados aos seus indivíduos. Entre nós, ocidentais, herdeiros de uma visão hebraica e cristã, o livro do Gênesis relata:


Deus disse: “Façamos o homem à nossa imagem, como nossa semelhança, e que eles dominem sobre os peixes do mar, as aves do céu, os animais domésticos, todas as feras e todos os répteis que rastejam sobre a terra”.[1]


Quanta responsabilidade! Não só oCriador nos fez semelhantes a Ele como nos deu o poder de domínio sobre todos os outros seres vivos do planeta. Essa marca carregamos até hoje. Se, na teologia contemporânea, o livro do Gênesis é visto como uma coleção de mitos (metáforas que carecem de interpretação), ainda há muita gente que crê terem sido Adão e Eva, mesmo, os primeiros habitantes humanos deste planeta.
Somos frutos daevolução?


Em meados do século XIX, humanidade levou um choque. Um cientista inglês, geólogo e naturalista, ameaçou nosso lugar sobre o pedestal dos seres vivos. Charles Darwin colocou-nos na incômoda companhia de todos os outros animais. Afirmou que todos somos frutos de uma mesma evolução biológica, assemelhando-nos a nossos parentes mais próximos, os primatas. Tamanha ousadia foiimediatamente retrucada com ironia. Muitos riram chamando os macacos do zoológico de ancestrais de Darwin; outros simplesmente ignoraram-no ou até agrediram-no. Sabe-se hoje que Darwin guardou sua idéia original por 12 anos, temendo represálias. Quando publicou On teh Origin of Species, em 1859, já tinha consciência de que os humanos também eram frutos da evolução. Esperou mais de uma década para começar asua teoria com The Descent of Man, estendendo a transformação evolutiva de uma espécie a outra de maneira a incluir os seres humanos.
Passado um tempo, tendo a ciência confirmado a Teoria da Evolução e encontrado provas inequívocas da sua veracidade, uma saída foi sorrateiramente construída: “Certo, somos animais que, como os demais, participamos do processo evolutivo, mas acreditamos seressa evolução um progresso: caminha-se do mais simples ao mais evoluído, ao mais elaborado, situando-nos na ponta superior”. Assim,nossa prepotência se manteve intacta: continuamos acima dos demais animais. Essa visão acaba justificando nosso domínio sobre o planeta. Arrogando-nos a exclusividade da razão, colocamos todo o resto à nossa disposição Independente das maravilhas que a humanidade jáfez, somos os maiores predadores que já existiram. Se ainda não destruímos a Terra com arsenais atômicos, em pouco tempo podemos acabar com a água limpa e doce, com o ar respirável, as florestas e milhares de espécies. Que superioridade é esta? Tal visão domina o senso comum e até mesmo a comunidade científica. Quando pensamos em “vida inteligente” em outro planeta, logo pensamos em ETs feitos ànossa semelhança. Podem ser esverdeados e ter três olhos desproporcionais na fronte, mas nossa imaginação sempre os pinta com um jeitão humano.
É recente, e ainda muita tímida, a recusa a essa visão. Há evolução, mas ela não representa necessariamente um progresso positivo. É difícil reconhecermos que as mutações aleatórias da evolução dos seres vivos não caminham, necessariamente, a partir...
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