Psicopatologia descritiva

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Com o objetivo de examinar se existe uma uniformidade entre os diversos autores quanto aos conceitos e termos da psicopatologia descritiva, foi realizada uma revisão de alguns dos principais livros dessa área, tanto brasileiros como internacionais. Consta tou- se que não há verdadeiramente uma linguagem comum: determinados conceitos são considerados por alguns autores mas ignorados por outros; um mesmo termo é utilizado com diferentes sentidos; e um mesmo conceito é designado por termos diferentes. Alguns pontos de divergência entre os diversos psicopatólogos são aqui exemplificados e discutidos
Os sistemas classificatórios atuais dos transtornos mentais não nos levaram a um grande avanço quanto à validade das categorias nosológicas, porém trouxeram algumas vantagens no que se refere à fidedignidade do diagnóstico e ao desen- volvimento de uma linguagem comum. Por exemplo, quan- do se diz que determinado paciente sofre de esquizofrenia de acordo com os critérios da CID-10,
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isso é compreendido pelos psiquiatras do mundo inteiro, mesmo que se discorde desses critérios ou que se conteste a própria existência des- se transtorno mental.
Por outro lado, na CID-10
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– assim como no DSM-IV
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–, embora sejam listados os critérios diagnósticos para cada ca- tegoria nosológica, não há uma preocupação em se definir precisamente os sinais e sintomas nem em se explicar como eles devem ser reconhecidos na prática. Em se tratando das alterações psicopatológicas, a utilização de uma linguagem comum constitui uma pré-condição para que se alcance um nível satisfatório de fidedignidade do diagnóstico psiquiátrico.
A definição de delírio no Brasil, por exemplo, não deveria ser diferente da adotada no Japão.
A psicopatologia descritiva é a disciplina que se ocupa da descrição, definição e classificação dos sinais, sintomas e síndromes mentais. Ela floresceu no século XIX e, no início do século XX, recebeu a importante contribuição de Karl
Jaspers,

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