Psicologo no sus

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INTRODUÇÃO

O presente estudo nos remete a um levantamento sobre a prática profissional do Psicólogo na saúde pública, especificamente na Estratégia Saúde da Família. As leituras realizadas abordam a importância da saúde publica como campo de atuação e a falta de capacitação na graduação destes profissionais.

A inserção de psicólogos em serviços de saúde vinculadas ao SUS
Existem váriasdiscussões no Conselho Federal de Psicologia e suas representações regionais acerca da inserção do psicólogo na área da saúde pública. Na área governamental vemos a criação da Comissão Interministerial da Gestão do Trabalho e Educação da Saúde, através do decreto presidencial de 20 de junho de 2007 sobre a ordenação da formação de recursos humanos na área da saúde, levando-se em conta o Sistema Únicode Saúde, fortalecendo a formação e o trabalho dos profissionais de saúde na construção do SUS e reforçando a importância da juntura dos cursos de graduação e saúde pública. (GAMA e KODA; 2008).
O campo de trabalho do psicólogo na área da saúde vem acontecendo paulatinamente nas últimas décadas provocando diversos debates e mudanças na esfera da Psicologia. A participação de psicólogos na áreada saúde pública teve início no final da década de 70, acompanhando as transformações que ocorriam nas políticas públicas naquele momento. O objetivo era implantar um programa de serviços básicos, unificado e hierarquizado, que aos poucos foram implementados na Constituição de 1988, com a implantação do SUS. (GAMA e KODA; 2008).
Apesar de o atendimento psicológico só fazer parte do Sistema Únicode Saúde a mais ou menos 30 anos, muito mudanças já ocorreram neste tempo. Antes disto, o papel do psicólogo era de “coadjuvante” no que tange a área da Saúde Pública e ficava restrito aos atendimentos em hospitais e ambulatórios.
Com o passar dos anos e o desenvolvimento da Saúde Pública, o atendimento psicológico foi ganhando espaço em diversos locais, conforme destaca CAMPOS E GUIRADO (2007):“... nas Unidades Básicas de Saúde (UBS); nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS); em Centros de Convivência, Cooperativa e Cultura; Ambulatórios de Saúde Mental; em Hospitais-Dia; em Centros de Reabilitação Física; em Centros de Referência à Saúde do Trabalhador; Centros de Apoio e Orientação sobre DST/AIDS; Equipes de atenção a Presidiários, Hospitais Gerais e Hospitais Psiquiátricos. Istosem contar os serviços internos ao SUS: Centros de Formação e Educação do Trabalhador de Saúde; apoio técnico aos programas da mulher, idoso, criança e adolescente, saúde mental; serviços de epidemiologia, de hemoterapia, de práticas alternativas em saúde e outros de acordo com a gestão local.” (p. 83)

Com as modificações sociais, entre elas as políticas de saúde, os atendimentos nãopermaneceram da mesma forma desde que foram inseridos no contexto público. O atendimento psicológico foi se adequando à demanda e à realidade social brasileira. Na década de 1990, com a implantação do SUS, tendo como princípios básicos a universalização do acesso, a integralidade da atenção e a equidade, o perfil do trabalho do psicólogo sofreu transformação, onde o modelo de clínica privada e individualdeveria mudar, se adaptando ao novo contexto social.
O movimento social da luta antimanicomial estava ganhando força, e isto estava propondo novos desafios na formação e atuação dos profissionais da saúde mental. Os serviços de saúde, privados e públicos, especialmente aqueles conveniados com ao SUS, surgem como opção para inserção profissional de psicólogos, que esta relacionada às mudanças naorganização dos serviços públicos de saúde, a partir da Lei Nº 8.080 de 1990 que instituiu o SUS. A reforma sanitária tornou com a proposta dos SUS, um olhas mais multidisciplinar e, portanto, a ampliação da equipe estruturante dos serviços tradicionais.Tal ampliação do foco na doença de modo a incluir múltiplas dimensões de bem-estar citadas por Norberto Bobbio (1996) e que nomeia de “era dos...
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