Psicologia

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PARTE 1
PSICOLOGIA COMO CIÊNCIA DO COMPORTAMENTO

Cap. 1 — PSICOLOGIA HOJE

OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM

Depois de estudar este capítulo, você deverá ser capaz de:

— indicar os mais importantes marcos do desenvolvimento histórico da Psicologia;

—. nomear as principais posições teóricas atuais em Psicologia e caracterizá-las em linhas gerais;

— conceituar Psicologia referindo-se aosignificado atual de seu objeto de estudo e justificar sua caracterização como ciência;

- mostrar a amplitude e aplicação da Psicologia atual, apontando seus principais subcampos e áreas de aplicação;

— nomear e distinguir os principais profissionais em Psicologia;

— expor a relação da Psicologia com outras ciências, oferecendo alguns exemplos.

ALGUMAS PALAVRAS DE ADVERTÉNCIA“Psicologia” é uma palavra que tem, para o leigo, um sentido bem pouco definido. Ela pode sugerir muitas coisas para uma mesma pessoa e também coisas diferentes para pessoas diferentes.

Um levantamento breve das expectativas comuns de quem vai ini ciar seus estudos em Psicologia ilustra,bem esta diversidade de concep ções. Alguns acreditam que vão estudar as causas e características do desequilíbriomental; outros esperam aprender como lidar com crian ças em suas sucessivas etapas desenvolvimentais; há os que pretendem alcançar a compreensão das regras do bom relacionamento interpessoal; alguns expressam o desejo de poderem vir a psicanalisar pessoas; outros, ainda, almejam treinar-se em mensuração da inteligência; e

encontram-se, também, os que, querem, de forma mais vaga, vir a “compreendero ser humano”.

Esta lista de expectativas, a par do aspecto altamente positivo que é a predisposição favorável em relação à disciplina, indica a amplitude de conceituações e permite supor uma crença pretensiosa que merece algumas palavras de advertência.

Trata-se da crença generalizada de que todos nós somos “psicólo gos práticos”, o que se costuma “comprovar” pela nossa quase “in falível”capacidade de “julgar” as pessoas.

Acreditamo-nos, em suma, conhecedores da “natureza humana”. Apesar de ser verdade que, por pertencermos, nós mesmos, à espé cie humana, devamos conhecer alguma coisa a seu respeito e, também, que alguns indivíduos são, realmente, mais hábeis do que outros ao ava liar ou ao relacionar-se com os demais, estes “conhecimentos” não são científicos.

E precisodeixar claro que a Psicologia vem se desenvolvendo na base de esforços sérios, de métodos que exigem observação e experi men tação cuidadosamente controladas.

Não se trata, pois, de uma coleção de “palpites” sobre o ser hu mano, sua conduta e seus processos mentais.

A Psicologia é uma ciência.

O estudante precisa adotar, desde logo, uma postura científica, isto é, examinar o que já foiestabelecido pela ciência o que ainda não re cebeu explicação satisfatória, rejeitar toda concepção que não tiver sido submetida a estudos e comprovação rigorosos;em suma, precisa adotar um espírito crítico que desconfie, sempre, de “conhecimentos natu rais” sobre as pessoas.

Além desta crença generalizada de que todos somos psicólogos, encontra-se comumente outra a de que é impossívelestabelecer-se algum conhecimento válido para todos os seres humanos. Os argumen tos para esta colocação costumam ser dois: ou que o ser humano é dotado de livre arbítrio e, portanto, cada um se comporta como quer; ou que a natureza humana é, por si mesma, misteriosa, insondável, complexa demais.

Sejam quais forem os argumentos, acreditar na impossibilidade de generalização sobre o homem tem comodecorrência imediata e lógica desacreditar na possibilidade de uma ciência sobre o homem.

O que se verifica, entretanto, é que a Psicologia vem se desenvolven do, estabelecendo generalizações válidas,apesar da real complexidade e diversidade da conduta humana e apesar, também, da controvérsia so bre a “vontade própria” do homem.

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Outro problema se acrescenta: muitos pseudopsicólogos escrevem...
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