Psicologia

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  • Publicado : 20 de junho de 2012
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Como referencial teórico abordo em primeiro lugar, O conceito de Ética, em que procuro trazer para o diálogo alguns autores contemporâneos da filosofia e sua visão sobre o assunto. Em seguida trato da Ética no esporte. Apresento exemplos vindos do esporte e que nos impelem a uma reflexão da ética neste contexto, principalmente sob a ótica da Psicologia do Esporte. Em terceiro lugar está a Ética(na Psicologia do Esporte) a serviço de quem?
O conceito de Ética
 Penso que seja necessário, em primeiro lugar, porque isto me parece fortemente cunhado no pensamento profissionalizante, refletir sobre o que não é ética. Ética não é reserva de mercado. Ética não é pretexto para esconder mazelas profissionais e irresponsabilidades de pares. Ética também não é o simples filosofar e induzir adúvidas. "Ética, enfatize-se, desserve apenas para adornar a retórica; é algo que pode e deve pautar a conduta de um ser consciente" (ALONSO, 2002: 83).
Retomemos pois alguns conceitos clássicos de ética. Ética deriva do grego e significa em sua grafia original "costumes". Estamos falando, portanto, do comportamento humano, vinculado a um determinado grupo, ambiente ou cultura.
    Há vários autores queconsideram ética e moral como sinônimos, conceituando ética como a Ciência da Moral, e a moral sendo, portanto, objeto da Ciência Ética. Isto se justifica, a partir da origem grega de ethos e latina de mores que aparentemente tem o mesmo significado.
    Ribeiro (2002) enfatiza que "quando falamos de ética (ou moral), consideramos as ações humanas do ponto de vista de aprová-las ou censurá-las" (p.122), e mais adiante: "A ética examina a ação e não o conhecimento. Os atos podem ser morais ou imorais, mas o mesmo não se pode dizer do que conhecemos" (RIBEIRO 2002: 122). O mesmo autor, assim como Chauí (2002), enfatiza ainda a necessidade da ética lidar com a ação livre. A vontade é poder deliberativo do agente moral, "não pode estar submetida à vontade de um outro nem pode estar submetidaaos instintos e às paixões, mas ao contrário, deve ter poder sobre eles e elas" (RIBEIRO 2002: 123).
    É necessário considerar ainda que as ações livres são avaliadas e que há sobre elas um juízo de valor. Ribeiro (2002: 125) lembra que podemos "avaliar as ações segundo um metro fixo, definitivo, absoluto: são boas ou más". Cabe refletir se este metro fixo é válido de forma permanente eirrefutável, ou se os valores em que se baseia não são válidos somente "enquanto instituídos por um sujeito livre e humano (que é avaliador), e, portanto, mudam" (RIBEIRO 2002: 125).
    Quando optamos pela primeira alternativa tornamo-nos meros repetidores de normas estabelecidas previamente e nos submetemos a elas, não pelo seu conteúdo moral, ou seja, por achá-las justas, mas sim, porque outras pessoasas determinaram.
Quando optamos pela primeira alternativa tornamo-nos meros repetidores de normas estabelecidas previamente e nos submetemos a elas, não pelo seu conteúdo moral, ou seja, por achá-las justas, mas sim, porque outras pessoas as determinaram.
    Apontar para a segunda concepção de ética significa escolhermos a construção da ética pautada no exercício da cidadania ativa ouemancipatória, onde temos como ator um sujeito ético ou moral que deve atender aos seguintes pressupostos:
* ser consciente de si e dos outros, isto é ser capaz de reflexão e de reconhecer a existência dos outros como sujeitos éticos iguais a ele;
* ser dotado de vontade, isto é, de capacidade de controlar e orientar desejos, impulsos, tendências, sentimentos (para que estejam em conformidade com aconsciência) e de capacidade para deliberar e decidir entre várias alternativas possíveis;
* ser responsável, isto é reconhecer-se como autor da ação, avaliar os efeitos e conseqüências dela sobre si e sobre outros, assumi-la bem como às suas conseqüências, respondendo por elas.
* Ser livre, isto é, ser capaz de oferece-se como causa interna de seus sentimentos atitudes e ações, por não...
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