Psicologia social

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UNIVERSIDADE ANHANGUERA UNIDERP

CENTRO DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA

ATIVIDADES PRÁTICAS SUPERVISIONADAS

SERVIÇO SOCIAL

2ª Série

Tutor a distancia: Lindolfo A. Martelli – Psicologia Social.

BELÉM – PARÁ

ALUNOS:

Ana Claudia Soares dos Santos/RA: 403929

Edilene de Deus Rebelo/RA: 402521


Edjanne Lorena da Silva de Souza/ RA: 402341

Fernando Silva Sampaio/ RA:404918

Renata Silva Garcia/RA: 386054





Atividade Prática Supervisionada do Curso de SERVIÇO SOCIAL da ANHANGUERA/UNIDERP, disciplina Psicologia Social, com orientação do Prof. Lindolfo A. Martelli.







1 – Observações feitas no texto de J. M. Gonçalves Filho, “Humilhação social – Um problema politico em psicologia”.

Palavras-chave: humilhaçãosocial; sofrimento; trauma; pobreza.



O presente trabalho faz parte da pesquisa de um grupo de alunos da Universidade Anhanguera, onde se discutiu sobre a humilhação social sofrida por uma grande parte da população pobre do nosso país.

Tópicos Importantes:

-Marxismo e Psicanálise: necessita-se de Marx e Freud para entender a complexidade do assunto acima citado. Trata-se de um fenômenohistórico, difícil de considerar apenas pelo lado do individuo ou apenas pelo lado da sociedade.

A humilhação crônica, longamente sofrida pelos pobres, pode ser considerada efeito da desigualdade politica, da exclusão recorrente de uma classe inteira de homens para fora do âmbito intersubjetivo da iniciativa e da palavra, porém a humilhação vale como uma modalidade de angustia e assume internamentecomo um impulso mórbido. O corpo, o gesto, a imaginação e a voz do humilhado tornam-se inferior e assume uma postura de submissão em relação a pessoas de outras classes sociais.

É esse fenômeno externo-interno, que nos faz encontrar tanto a Marx quanto a Freud. Visto que Marx atento às determinações econômicas e Freud atento as determinações pulsionais.

A humilhação social conhece, em seumecanismo, determinações econômicas inconscientes. Deveremos propô-la como Uma modalidade de angustia disparada pelo enigma da desigualdade de classes. Como tal, trata-se de um fenômeno ao mesmo tempo psicológico politico.

Observa-se em relação à moradia uma situação ainda mais impiedosa em relação com ambientes arruinados. Pois são bairros que o tempo não corroeu ou guerras abalaram, são bairrosque mal puderam nascer para o tempo e para historia.

Observa-se que quando há algo, fala o complemento, como por exemplo:

Para carpintaria, pode faltar madeira ou martelo, para alvenaria é sempre adiado, indeterminável, a compra de tijolo, areia, massa e uma janela. A cozinheira, quando não esta sem comida, ressente-se da falta de panelas ou condimentos. A educação das crianças ressente-seda falta de cadernos e livros. E assim por diante.

A mobilidade extrema e insegura das famílias pobres, migrantes ou nômades urbanos, impede a sedimentação do passado. (Léa Bosi, 1994, p. 443).

Observa-se também uma família sem heranças de gerações, sem retratos, retratos do casamento penduradas na parede da sala, peças de enxovais dos antepassados, objetos herdados, toda essa coleção de bensbiográficos não logra acompanhar a odisseia dos miseráveis.

Não há memoria para aqueles que nada pertencem. E com tudo o que podemos constatar é um eterno sentimento de nada ter, uma humilhação social interna e externa, que faz com que os pobres homens olhem o tempo todo para o chão, pois não sobrou a eles nem a dignidade de andar com a cabeça erguida.

No caso dos migrantes rurais, eles jácomeçam perdendo a paisagem natal, a roça, as aguas, a caça, os animais, a sua maneira de vestir, de louvar seu Deus, suas raízes múltiplas se partem.

Formações culturais muito singulares, uma vez perdidas, não podem, mas retornar. (Bosi, E, 1992, p. 62).

Quando duas culturas se defrontam, como diferentes formas de existir, uma é para a outra como uma revelação. Porém a cultura dominada...
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