Psicologia social

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UNIVERSIDADE ANHANGUERA-UNIDERP

CENTRO DE EDUCAÇÃO Á DISTÂNCIA
PÓLO DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS
SERVIÇO SOCIAL
PSICOLOGIA SOCIAL

ALINE OLIVEIRA DIAS RA 3345574075
DULCINEIA APARECIDA VICENTE RA 3387580831FERNANDA FRANCISCA MÁXIMO SANTANA REIS RA 336574753
MÁRCIA HELENA DE FREITAS RA 3365554676

ATIVIDADES PRÁTICAS SUPERVISIONADAS
PROFESSORA HELENROSE A. DA S. PEDROSO COELHO

SÃO JOSÉ DOS CAMPOS/ABRIL DE 2012

HUMILHAÇÃO SOCIAL

A invisibilidade social é fenômeno complexo, do campo de estudos da Psicologia Social,que se constitui, basicamente, numa “espécie de desaparecimento psicossocial de um homem no meio de outros homens” [1]. Por sua consequência, algumas pessoas ou determinada categoria de pessoas se tornam invisíveis aos olhos da sociedade ao redor, como se fizessem parte da paisagem ou ate mesmo nem isso. Manifestando-se de variadas formas (econômica,cultural, social, racial, sexual, e outras),a invisibilidade social é expressão contundente de “dois fenômenos psicossociais que assumem caráter crônico nas sociedades capitalistas: humilhação social e reificação” [2].
A humilhação social é problema político, sendo a desigualdade política geradora da humilhação social, fenômeno historicamente construído no Brasil, cujas origens como nação se assentaram, de início, sobre o trabalhoescravo de povos nativos e africanos e, depois, de imigrantes em condições também sub humanas, em um história contínua de sofrimento,humilhação e servidão dos mais pobres. Completam esse histórico de violência material e simbólica contra os pobres “a violação da terra, a perda de bens, a ofensa contra crenças, ritos e festas [culturalmente diferentes], o trabalho forçado, a dominação nos engenhos oudepois nas fazendas e fábricas”[3].
Reificação (do latim res = coisa), por sua vez, é conceito filosófico, que explicita um mecanismo perverso do modo de produção capitalista, por meio do qual “os homens são transformados em coisas e as coisas são transformadas em gente”[4], ou seja, as coisas adquirem tanto ou mais valor que as pessoas. Por esse fenômeno, “tudo passa a contar, primariamente,como mercadoria”[5], de forma que pessoas, relações humanas, objetos, instituições são considerados a partir de seu valor econômico ou ‘valor de troca’ mercantil.Uma visão deturpada,uma cegueira,uma máscara.
Reificação, humilhação social e invisibilidade pública são fenômenos que estão internamente vinculados, que crescem sobretudo à sombra da hegemonia neoliberal, vitimando grandes parcelas daspopulações dos países que assumiram nas últimas décadas o chamado ‘pensamento único’ – conjunto de reformas neoliberais ditadas pelo Consenso de Washington para impulsionar a economia de mercado.
Eike Batista:’’A culpa é da vítima!-A imprudência da vítima poderia ter matado o meu filho!’’
No Brasil, a recente tragédia provocada pelo atropelamento deu um ciclista por um empresário,Thor Batista,de20 anos, denuncia a invisibilidade a que os mais pobres são costumeiramente submetidos nas grandes cidades brasileiras. Além de ter sido morto,é tido como culpado e foi feito o exame de dosagem alcoólica nele, o morto!Lembrando que o pai de Thor é o sétimo homem mais rico do mundo, e que Wanderson Pereira dos Santos, 30 anos,sua profissão nem se que é citada.¨[6]
Se a desigualdade, ahumilhação e a invisibilidade pública ainda permanecem como temas recorrentes nesta sociedade é porque há um interesse em torno da manutenção desse sistema. Um jogo de classes que reitifica esta cegueira e tenta naturalizar este processo, mas essa desigualdade não pode ser naturalizada. Não é preciso vivenciar a humilhação para saber que ela existe.
Nesse artigo tratamos de alguns fatores como situações...
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