Psicologia Hospitalar

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- O papel do Psicólogo no CTI.-

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A PSICOLOGIA NO CTI – ADULTO DO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO/ UFJF
Fernanda Buzzinari Ribeiro de Sá *
Resumo:
Ao considerar o CTI como um local do hospital em que o desamparo, o inesperado,
o acaso e a desestabilização do paciente e da família se manisfestam, o psicanalista neste
propõe a realização de umtrabalho de escuta das questões levantadas pelos pacientes
(conscientes, sedadas ou em coma) e familiares relacionadas ao processo de adoecimento,
tratamento e hospitalização.
Palavras-chaves: CTI, Psicologia, Psicanálise
Abstract
If considered CTI a place that unexpected, incidentally and solitary of patient and family
appear, the psychoanalyst offer a work that listen the questions ofpatient (conscious, with
sedative or in coma) and family related with sick, treatment and hospitalization.
Key-works: CTI, Psychologist, Psychanalyst
_________________________________________________________________________
* Residente de Psicologia Hospitalar e da Saúde do Hospital universitário de Juiz de
Fora/ UFJF
Introdução
Os incessantes avanços científicos recriam a cada dia novaspossibilidades diante
dos impasses da vida. A busca da eficácia está presente em todos os campos da vida atual,
principalmente no hospital. – sendo está atingida a qualquer preço, às vezes mesmo sem
ética. As tentativas de respostas cientificas racionalizantes, promessas, percentagens,
respostas religiosas, respostas familiares não são suficientes para sustentar o desamparo
inerente ao ser humano.Do lado da ciência assistimos à sua busca incessante de alcançar a cura para todas as
doenças, procurando dar sempre respostas a tudo, na tentativa de eliminar a morte, e assim
tamponar a falta, transformando a tecnociência numa panacéia universal, pretensamente
capaz de dissolver todos os limites e de transfigurar, até mesmo a condição humana.
O homem vem buscando novas formas de revestir amorte, e a medicina, através da
“tecnociência” tem contribuindo para isto, oferecendo recursos para este revestimento.
Resta nos questionar quais as conseqüências disso para o homem que vive nesta sociedade
moderna.
A busca é pela sobrevivência do corpo tal como ele é visto pelo discurso da ciência
moderna: corpo-objeto, um ajuntamento de órgãos que possui funções fisiológicas. Um
corpoexcluído de suas qualidades simbólicas, de seu conteúdo significante. Podemos
pensar que na dificuldade do homem de não se deparar com a grande angustia humana, a de
que somos sujeitos finitos, o discurso cientifico priorizando salvar o corpo-objeto, pode ter
como conseqüência a exclusão da subjetividade, colocando em evidencia o corpo biológico.
A Psicanálise diante dessa tecnociência não deveperder sua especificidade visto que
ela não tem intenção de responder a demanda tão rápido quanto se exige hoje visto que a
dimensão subjetiva deve ser ética e não técnica.
1. A Atuação do Psicólogo no CTI
Cada vez mais, grandes progressos ocorrem na área hospitalar, permitindo um
prolongamento da vida. Maquinas mais sofisticadas, possibilidades técnicas de diagnósticos
e tratamento dedoenças. A medicina, ao longo do tempo, tomou uma distância do doente.
Ocorreu um desvio no olhar do médico que deixa de ver quem o procura e dirige-se apenas
à doença e a relatórios de exames e publicações que são em sua essência compêndios
estatísticos, tão oscilantes e tão manipuláveis.
“Não podemos reduzir o corpo humano a um
emaranhado de órgãos que se articulam entre si. Esse
corpo também dizde si, o corpo fala. A fala prediz
significantes. Esse corpo requer seu deciframento
simbólico. Então é o corpo que se presta aos cuidados
da psicanálise, enquanto uma estrutura significante
marcado pela palavra do Outro. É esse corpo causa o
sujeito e sua dimensão de enigma que oferecem ao
psicanalista instrumentos de trabalho”. (MOURA,
1999: p.45)
Não há função orgânica que não seja...
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