Psicologia hospitalar

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Psicologia Hospitalar.
Passado, Presente e Perspectivas
“Ò árvore da vida, quando atingires o inverno? Ignoramos a unidade. Não somos lúcidos como as aves migradoras. Precipitados ou vagarosos nos impomos repetinamente aos ventos e tornamos a cair num lago indiferente, conhecemos igualmente o florescer e o murchar. No entanto, em alguma parte, vagueiam leões ainda,alheios ao desamparo enquantovivem seu esplendor. (Rilke,pag. 104)”
“1954. Matilde Neder dá início a psicologia hospitalar no Brasil desenvolvendo uma atividade na então Clínica Ortopédica e Traumatológica da USP, hoje Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.Ela foi convidada pelo responsável do setor, Dr. Eurico de Toledo Carvalho, para acompanhar psicologicamente ospacientes submetidos a cirurgia de coluna. O trabalho consistia em preparar esses pacientes para a intervenção cirúrgica, bem como para a recuperação pós-cirúrgica.(pag 104)”
“Houve entao a criação de modelos teóricos que visavam agilizar esse atendimento no sentido de torná-los adequados á realidade .(pag.105)”

Psicologia em Reabilitação
“E ela foi chamada, justa e exatamente, porque esteCentro de Reabilitação te um programa de ação que não pode prescindir da psicologia.(pag.105 e 106)”
“Entedemos que a reabilitação é a ação coordenada contínua de uma equipe de técnicos competentes junto á pessoa portadora de deficiência física ou mental, com o fim de auxiliá-la a realizar suas potencialidades e objetivos físcios, social,psíquica e profissionalmente, de modo a alcançar um melhorcontrole de si mesma e sobre seu ambiente, enfretando a realidade da vida.(pag 106)”

“O psicólogo do Instituto, exercendo suas funções, encontra alguns problemas, dos quais podemos destacar primeiramente: quem é esse indivíduo portador de deficiência física? Note-se que não falamos “incapacitado”. (pag. 106)”

“É mais objetivo dizer que a pessoa é “portadora” de uma deficiência física; aliás,essa expressão já foi discutida em seminários sobre a “Criança Excepcional” (principalmente no ano de 1952, em Belo Horizonte) e sempre se optou por essa expressão “portadora de deficiência física”. (pag.106)”
“É esse ponto de vista, funcional por excelência e altamente dinâmico, nossa base de maior auxílio, já que, pelo estudo dos porquês, pudemos não só alcançar os fatos psicológicos como tambémverificar como se instalam os processos de adaptação e conduta, e, principalmente permitimos utilizar tal conhecimento para aplicações práticas de grande valia para a reabilitação do cliente. (pag.107)”

“Precisamos ainda considerar, agora que aqui falamos em traços, em características da pessoa, que esses traços são devidos a dois fatores: o fator físico ou biológico, de um lado, e o fatorsocial de outro, sendo a personalidade a resultante da interação desses dois fatores. (pag.107)”
“O fator biológico e o social interagem, portanto, de tal forma que se tem como resultado um todo distinto, característico, próprio de cada pessoa: a personalidade. (pag.107)”

“Para nós, psicólogos, interessa, sim, saber a predominância da influência de um ou de outro fator, mas interessa-nosprincipalmente conhecer a resultante da interação desses fatores. (pag. 107)”

“É aqui. Referem ainda, que o psicólogo, como membro da equipe de reabilitação, arca com uma responsabilidade maior, pois ele é o único que tem formação, o treino e a experiência para poder pesar e avaliar esses fatores, traduzindo-os para os seus colegas de equipe em termos terapêuticos. (pag.109)”

“O nosso psicólogo, doInstituto de Reabilitação ou de qualquer outro instituto, tem que ter uma formação especializada de nível universitário. (pag. 110)”

“Ao falarmos na formação profissional do psicólogo da área hospitalar, estamos, seguramente, esbarrando num outro ponto bastante crônico da formação acadêmica do psicólogo, que é a falta de subsídios teóricos para uma prática dentro do contexto institucional....
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