Psicologia geral

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  • Publicado : 31 de maio de 2011
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: Um olhar psicológico sobre os “Meninos e meninas que moram nas ruas”.

A triste realidade dos meninos moradores de rua está diante dos olhos de todos, e muitas vezes não é percebida. E cada dia que passa o índice de meninos moradores de rua fica mais elevado nas grandes capitais.
O termo “meninos de rua” pode ser dividido em três grupos:
• Crianças que passam o dia na rua, maspossuem moradias;
• Crianças que passam a semana na rua trabalhando, e no fim de semana voltam para casa, por motivos de distância a casa e o trabalho;
• Crianças que não possuem moradias e não há nenhum contato com a família.
Esses meninos diariamente enfrentam uma luta de sobrevivência. Pode ser por causa de inúmeros motivos que esses meninos acabam indo viver nas ruas. Muitasvezes por causa de motivos psicológicos, a falta de amor materno, carinho e proteção.
Segundo a teoria de Winnicott (1896-1971) “O afeto nos primeiro anos de vida geram um sentimento de segurança -> gerando um sentimento de confiança humana”.
Sendo assim crianças que não tem esse afeto acabam tendo uma privação emocional, que podem gerar varias consequências negativas. Em outros casos sãomotivos familiares, uma família desestruturada, rejeição pelo padrasto ou madrasta, crianças abandonadas, crianças órfãs de pai e mãe, que muitas vezes vão morar com os avós, após a morte deles se sentem sozinhos.
Geralmente crianças vitimas de violências, maltratadas fogem de casa para acabar com o sofrimento e encontram na rua uma certa liberdade, mas ao mesmo tempo uma triste realidade.Em entrevista, jovens consideram a rua como ruim ou violenta, e as crianças menores, consideram como um lugar livre para brincar. Para muitos a infância é um termo desconhecido, para o elevado número de pessoas que não sabem o significado da infância é considerado como boa.
Segundo Ferreira (1979), citado por LUCENA, NÓBREGA (2004 p. 169) destaca-se: “[...] na luta pela sobrevivência dessegrupo populacional, a infância torna-se estrangulada para serem assumidas atividades de subsistência, atribuição juridicamente concernente á idade adulta”.
Apresentam também uma falta de expectativa sobre o futuro, não se imaginam longe das ruas, e a uma esperança de ter um trabalho é ganhar dinheiro, não tem o pensamento de ter uma vida estável, um estudo.
Segundo RAMPAZZO (2009 p. 12)“A psicologia do desenvolvimento tem como objetivo estudar o desenvolvimento do ser humano em todos os aspectos: físico-motor, intelectual, afetivo emocional ate a idade adulta do individuo, sua maturidade”.
Há casos que famílias já são constituídas nas ruas, que os pais saem em busca de alimentos e deixam essas crianças abandonadas, que não tem nenhum contato afetivo, podem ter umdesenvolvimento lento.
É importante ressaltar que:
No desenvolvimento infantil, Vygostsky (1991) preconiza que devemos considerar não apenas o nível real da criança, mas também o seu nível de desenvolvimento potencial, a sua capacidade de desempenhar tarefas com a ajuda de outras pessoas mais capazes.
O próprio comportamento é criado e modificado ao longo dehistoria social da civilização e é um dos instrumentos que o ser humano utiliza para dominar o seu ambiente. Esse processo acaba se fundindo com o cultural. (RAMPAZZO, 2009 p. 21)

Pela interação do meio em que vivem muitos são rotulados como “trombadinhas”, “marginais”, “ladrões”, entre outros. Muitos tendem ao caminho da marginalidade, influenciados pelo meio em que vivem, pois associamcomo cultura esses exemplos, incrustado em seu meio social, ou grupos em que vivem.
Entretanto alguns indivíduos desses grupos tendem a manifestar com outras perpesctivas de vida.
A vida em constante perigo, encontra-se em grandes riscos diariamente, destinados a encarar tudo que vier pela frente, explorações sexuais, violência, alimentação precária. Grande parte dessas crianças em...
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