Psicologia escolar e entidades de defesa e proteção à criança e adolescente: como se dá essa relação?

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  • Publicado : 6 de fevereiro de 2013
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Psicologia Escolar e entidades de defesa e proteção à criança e adolescente: como se dá essa relação?



Janyny Rodrigues de Sousa[1]

Larissa Rodrigues Moreira[2]





RESUMO

O presente artigo tem como objetivo analisar a relação entre a Psicologia Escolar e as entidades de defesa e proteção a criança e ao adolescente. Porém, nós limitaremos nossa análise ao Conselho Tutelar, poisentrevistamos uma conselheira. O objetivo do artigo não é esgotar as discussões acerca do tema, mas apontar principalmente as limitações e perspectivas para essa relação que pode vir a ser promissora.



Palavras-chave: Psicologia Escolar; Conselho Tutelar; fracasso escolar.



Introdução



Para melhor compreendermos a relação entre a Psicologia Escolar e o Conselho Tutelar,trouxemos um breve histórico desse campo da Psicologia, com o intuito de contextualizar a constituição do mesmo.

Explicamos quais as atribuições das entidades de defesa e proteção à criança e adolescente que atuam em Goiânia, bem como trouxemos algumas reflexões acerca da relação entre escola, pais e conselho tutelar. E, para concluir o trabalho trouxemos algumas reflexões acerca da atuação dopsicólogo escolar e dos Conselhos Tutelares.





Metodologia



Para a produção do presente artigo optamos por fazer um levantamento bibliográfico sobre a história da Psicologia Escolar. E, com o intuito de compreender melhor como se dá sua relação com as entidades de defesa e proteção à criança entrevistamos uma conselheira tutelar. Quanto às demais entidades – casas abrigo e ConselhoMunicipal/Estadual de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente, fizemos apenas um levantamento bibliográfico. Analisamos, também o Estatuto da Criança e do Adolescente para melhor compreendermos quais as atribuições dessas entidades.



Um breve histórico da Psicologia Escolar



Segundo Barbosa & Souza (2012) a história da Psicologia Educacional e Escolar pode ser compreendida a partir dasseguintes etapas:



1) Colonização, saberes psicológicos e Educação (1500-1906); 2) A Psicologia em outros campos de conhecimento (1906-1930); 3) Desenvolvimentismo – a Escola Nova e os psicologistas na Educação (1930-1962); 4) A Psicologia Educacional e a Psicologia “do” Escolar (1962-1981); 5) O período da crítica (1981-1990); 6) A Psicologia Educacional e Escolar e a reconstrução(1990-2000); 7) A virada do século: novos rumos? (2000- ). (BARBOSA; SOUZA, 2012, p. 164)



No Brasil, diferentemente de outros países, a constituição da Psicologia Educacional e Escolar é praticamente concomitante com o desenvolvimento da Psicologia propriamente dita. Segundo Ciampa & Conselho Regional de Psicologia de São Paulo (2009) apud Barbosa & Souza (2012) “[o] vínculo entre a Psicologia eEducação é um vínculo muito estreito, […] até constitutivo”. Segundo Antunes (2003, 2007) apud Barbosa & Souza (2012) a Psicologia Educacional e Escolar se constitui como um dos principais pilares sob o qual a Psicologia se sustentou para se consolidar enquanto área de conhecimento, pois muitas práticas iniciais da Psicologia se deram por meio da sua relação com a Educação.

Sendo assim,constitui-se como um desafio à Psicologia Escolar delimitar sua área de atuação. Nesse sentido, esse artigo tem como objetivo analisar uma das possibilidades de atuação do psicólogo escolar, relacionando sua prática a prática das entidades de defesa e proteção à criança e adolescente.





Atribuições das entidades de defesa e proteção à criança e adolescente



Em Goiânia as entidades de defesa eproteção à criança e adolescente são: Juizado da Infância e da Juventude da Comarca de Goiânia, Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente, Delegacia de Apuração à Ato Infracional, abrigos e Conselhos Tutelares. Levando em consideração as limitações deste artigo, vamos nos ater à análise da relação entre Psicologia...
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