Psicologia em geral

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CONVENTO
INSTITUIÇÕES TOTAIS - CONVENTO

CONVENTO
PESQUISA SOBRE CONVENTO COMO INSTITUIÇÃO TOTAL

INTRODUÇÃO

O presente trabalho esclarece as origens, regras, disciplinas do convento e sua influencia na formação de um sujeito em seu ambiente social. O convento pode ser pensado como a matriz original das diversas instituições totais que surgiram no mundo. Entre as diversas instituiçõestotais apresentamos explicitando o surgimento do convento o e seu modo de funcionamento, discutindo as principais características da tecnologia conventual, destacando seu aspecto de agência produtora de uma personalidade do sujeito. O convento foi considerado uma máquina de poder que desenvolve a produção de sujeito e de subjetividade.
As técnicas disciplinares que proliferaram nas instituiçõesfechadas, começaram a surgir nos conventos religiosos que podem ser considerados laboratórios onde elas foram experimentadas antes de serem generalizadas. Demais instituições totais continuaram com os seguimentos iniciais de um convento.
Para elaborar este trabalho contamos com artigos, livros digitais, dissertações acadêmicas, e outras leituras complementares, que nos fez entender a importânciado convento para a sociedade.
A seguir compreenderemos como isto ocorreu e como era as regras que determinavam a imposição de uma nova formação de personalidade e desenvolvimento do individuo em seu ambiente social.

DESENVOLVIMENTO

O monarquismo cristão nasceu depois da era dos mártires, visando substituir ou continuar seu testemunho excepcional e não-conformista, como uma provocação contraa ordem instituída. A partir do século IV d.C. os cristãos já estavam integrados como cidadãos e funcionários públicos do império romano. Essa situação de comodidade e de privilégios começou a causar insatisfação em alguns cristãos que desejavam romper com suas comunidades e levar uma vida mais conforme à radicalidade do Evangelho.
Deixaram as cidades e foram viver solitários (monos: só) e setornaram eremitas (eremus: deserto). Inicialmente solitários, logo foram seguidos por outros que se sentiram atraídos pelo deserto, fugindo do mundo, reunindo-se em torno de um anacoreta (anachorein: afastar-se), respeitado por sua experiência, pela qualidade de sua oração ou conselho.
Muito rapidamente, a necessidade de organização fez com que os solitários se reunissem em comunidades, os eremitastornaram-se cenobitas (koinos bios: vida comum). O organizador deste estilo de vida comum foi Pacômio, que deu sua primeira regra (Lapierre, 1993) aos monges ao redor de 320 d.C. O ideal do monge deixou de ser as façanhas solitárias de Abraão e Elias, ou de Jesus no deserto, para centrar-se na comunidade cristã primitiva descrita nos Atos dos Apóstolos. Os monges se reuniam em comunidade, fogemdo mundo, recusavam, renunciavam e contestavam o mundo e a sociedade de seu tempo, buscando construir uma vida radicalmente evangélica em um microcosmo isolado. Desejavam viver em comunidade, mas paradoxalmente também ansiavam pela solidão, optavam pelo celibato e buscavam a união com Deus junto com seus irmãos de comunidade.
A vida do monge estava organizada em algumas dimensões: a vidacomunitária, a liturgia, a oração e o trabalho. O monge procurava viver os conselhos evangélicos de pobreza, castidade e obediência, seguindo o modelo de vida de Jesus, de acordo com os Evangelhos.
Pacômio, nascido ao redor do ano 290 d.C., monge inicialmente anacoreta, é considerado o fundador da vida monástica comunitária. Aos seus discípulos, Pacômio exigia renúncia absoluta aos seus bens pessoais e atudo o que viessem a adquirir no futuro, tudo deveria ser colocado em comum. O monge não poderia dar, emprestar, receber, destruir nem trocar nada sem permissão da autoridade competente.
Mas, sobretudo, o monge deve viver em comum, renunciando a sua vontade para submeter-se inteiramente a obediência a um superior em tudo o que diz respeito ao trabalho, ocupações, vestuário, alimentos, renuncia...
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