Psicologia comunitaria

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Universidade tuiuti do Paraná
DENISE NONI

PRÁTICA PROFISSIONAL EM PSICOLOGIA COMUNITÁRIA E DE SAÚDE II

curitiba
2010

Universidade tuiuti do Paraná
DENISE NONI

O grupo como lugar de escuta para que cada um possa dizer de si mesmo
(Projeto: Jovem de mãos dadas)

Trabalho apresentado à disciplina dePrática Profissional em Psicologia Comunitária e de Saúde da Faculdade de Ciências Biológicas e da Saúde da Universidade Tuiuti do Paraná, como requisito parcial para obtenção de nota.
Orientadora: Regina Célia Celebrone Lourenço

curitiba
2010

1) Introdução

Este trabalho foi produzido a partir da experiência obtida em umacomunidade carente de Campo Largo. Através de observações feitas nos meses de abril e maio e meados de março de 2010, foi percebida a grande necessidade de escuta de um grupo de jovens ali existente; nos meses seguintes ao invés de observar deu-se a intervenção, uma experiência única e gratificante que será compartilhada neste trabalho.
A comunidade em que este trabalho foi realizado é umaglomerado de casas, muitas em condições precárias, sem saneamento básico e estrutura adequada para suprir as necessidades de moradia de uma família. Seus habitantes são pessoas hospitaleiras e trabalhadoras. A maioria dos homens trabalha em uma metalúrgica próxima a comunidade e as mulheres como “domésticas” na cidade de Curitiba. Os jovens que ali habitam muitos considerados “perigosos” devido aotráfico de drogas existente na comunidade são jovens filhos de trabalhadores, alguns, são fugitivos da polícia e ali se “abrigam” pelo aluguel considerado barato.
Na comunidade acima citada não há um “lugar” para os jovens tanto no sentido de alguém que os ouça e os veja como no sentido de um lugar para o lazer, esportes e divertimento. Entendendo que para os jovens a comunidade é um dosrepresentantes de segurança e proteção em um mundo aparentemente instável devido às proporções globais, é de suma importância um olhar para esses jovens, mais ainda, um lugar onde possua uma escuta, criando assim, um olhar sobre eles; E foi com base neste desejo que este trabalho foi realizado.
Para falar desse lugar, um lugar de escuta, teremos o direcionamento da linha Psicanalítica utilizandoprincipalmente como guia o livro intitulado: “Psicanálise na Favela” que vem nos falar da clínica dos grupos através da análise do projeto Digaí-Maré realizado na favela/comunidade Maré do Rio de Janeiro. A aposta deste projeto é contar com o impossível, em vez de buscar eliminá-lo, criando um novo lugar no coletivo, e é desta proposta que vamos nos apropriar para a realização do desejo acimacitado.
Segundo Ana Lúcia L. Holck que fez a apresentação do livro “Psicanálise na Favela”, para a psicanálise não há um sujeito autônomo, independente de sua constituição social, senhor de suas escolhas e de seu arbítrio. Somente partindo dos determinantes de cada um de nós, seres da cultura, pode-se obter, como propõe a psicanálise, uma nova margem de manobra em relação ao Outro social.Com base no que foi apresentado acima, este trabalho tem como objetivo através de ações localizadas e não gerais, fazer agir, no coletivo, o singular, a fim de fazer cada um encontrar aí um outro modo de resposta em lugar de se perder na angústia.

2) JUSTIFICATIVA

Levando em conta o cenário em que vivemos o jovem de nossa sociedade, sendo sensível aos acontecimentos, percebe esente como ninguém, as crises da qual vivenciamos; seja ela de valores, educacional, ética, moral, econômica, política, etc. Os Jovens das comunidades mais carentes dentre outras coisas, percebem e vivenciam a violência cotidiana, muitas vezes banalizada, o individualismo e consumismo exacerbado, a problemática das drogas, o stress de cada dia e o desemprego. Esses jovens são também o alvo...
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