Psicanálise e doutrina espírita: o percurso de um desencontro epistemológico e a audição de vozes

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Universidade Federal de Santa Catarina Centro de Comunicação e Expressão Programa de Pós-Graduação em Lingüística Dissertação de Mestrado

Elisandra Barbosa Cabral

Psicanálise e Doutrina Espírita: o percurso de um desencontro epistemológico e a audição de vozes

Florianópolis – Julho – 2008

Universidade Federal de Santa Catarina Centro de Comunicação e Expressão Programa dePós-Graduação em Lingüística Dissertação de Mestrado

Elisandra Barbosa Cabral

Psicanálise e Doutrina Espírita: o percurso de um desencontro epistemológico e a audição de vozes

Dissertação apresentada ao Curso de Pós Graduação em Lingüística da Universidade

Federal de Santa Catarina como requisito parcial para obtenção do grau de Mestre em Lingüística

Orientador: Dr. Fábio Luiz Lopes da Silva(UFSC)

Florianópolis – Julho – 2008

Que a força do medo que tenho não me impeça de ver o que anseio. Que a morte de tudo que acredito não me tape os ouvidos e a boca. Porque metade de mim é o que grito, mas a outra metade é silêncio. Que a música que eu ouço ao longe seja linda, ainda que triste. Que o homem que eu amo seja pra sempre amado, mesmo que distante. Porque metade de mim é partida ea outra metade é saudade. Que as palavras que eu falo não sejam ouvidas como prece nem repetidas com fervor, apenas respeitadas como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos. Porque metade de mim é o que eu ouço, mas a outra metade é o que calo. Que essa minha vontade de ir embora se transforme na calma e na paz que eu mereço. Que essa tensão que me coroe por dentro seja um diarecompensada. Porque metade de mim é o que eu penso e a outra metade é um vulcão. Que o medo da solidão se afaste, que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável, que o espelho reflita em meu rosto o doce sorriso que me lembro ter na infância. Porque metade de mim é a lembrança do que fui, a outra metade eu não sei... Que não seja preciso mais do que uma simples alegria para me fazeraquietar o espírito, e que o teu silêncio me fale cada vez mais. Porque metade de mim é abrigo, mas a outra metade é cansaço. Que a arte nos aponte uma resposta, mesmo que ela não saiba, e que ninguém a tente complicar porque é preciso simplicidade para fazê-la florescer. Porque metade de mim é a platéia e a outra metade, a canção. E que minha loucura seja perdoada. Porque metade de mim é amor e aoutra metade... também.1 Este trabalho é dedicado à Everli, minha mãe, por ela ser a “tradução do que é o amor”.
1

Montenegro, 2004.

AGRADECIMENTOS

No momento em que me sento em frente a uma tela branca com o intuito de agradecer a todos os que me auxiliaram na escrita dessa dissertação ratifico que o conhecimento de muitas palavras e várias línguas sozinho não é suficiente para exprimiras emoções. Talvez por isso usamos tanto a voz e também talvez seja esse o motivo do engasgamento que sinto na ponta dos dedos, pois é Sangrando2 que digito estas letrinhas. Quando eu soltar a minha voz, por favor entenda O meu sincero agradecimento à minha família, que entendeu a necessidade que eu tinha de mudar de domicílio em busca de conhecimentos que aliviassem um pouco minha angústia de nãosaber. Que palavra por palavra eis aqui uma pessoa se entregando Meu muito obrigada a minha avó Teonília que arrumou as malas e prontificou-se a deixar uma vida para trás em Goiânia para me acompanhar em Florianópolis. Coração na boca, peito aberto, vou sangrando Agradeço a todos aqueles que me receberam na ilha, entre eles dona Olga, Lúcia, Rogers e Juliana (minha primeira visita). São as lutasdessa nossa vida que eu estou cantando Meus sinceros agradecimentos ao Maliska por me sugerir o orientador, a todos os professores que de alguma maneira contribuíram para que eu seguisse em frente e, em especial, ao Fábio, meu orientador, que me aceitou como orientanda e com isto o desafio de respeitar minha vontade, mesmo que não fosse exatamente a dele, ensinando-me que o respeito é a base...
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