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EXERCÍCIOS (BARROCO)

1(FUVEST-SP) “Nasce o sol, e não dura mais que um dia,/ Depois da Luz se segue a noite escura,/ Em tristes sombras morre a formosura,/ Em contínuas tristezas a alegria.”

Na estrofe acima, de Gregório de Matos, a principal característica do Barroco é:
A) O culto da natureza.
B) A utilização de rimas alternadas.
C) A forte presença de antíteses.
D) O culto do amorcortês.
E) O uso de aliterações.


2 (FUVEST-SP) “Entre os semeadores do Evangelho há uns que saem a semear, há outros que semeiam sem sair. Os que saem a semear são os que vão pregar à Índia, à China, ao Japão; os que semeiam sem sair são os que se contentam em pregar na pátria. Todos terão sua razão, mas tudo tem sua conta. Aos que têm a seara em casa, pagar-lhes-ão a semeadura: aos que vãobuscar a seara tão longe, hão-lhes de medir a semeadura, e hão-lhes de contar os passos. Ah! dia do juízo! Ah! pregadores! Os de cá, achar-vos-ei com mais paço; os de lá, com mais passos…”

A passagem acima é representativa de uma das tendências estéticas típicas da prosa seiscentista, a saber:
A) O sebastianismo, isto é, a celebração do mito da volta de D. Sebastião, rei de Portugal,morto na batalha de Alcácer-Quibir.
B) A busca do exotismo e da aventura ultramarina, presentes nas crônicas e narrativas de viagem.
C) A exaltação do heróico e do épico, por meio das metáforas grandiloqüentes da epopéia.
D) O lirismo trovadoresco caracterizado por figuras de estilo passionais e místicas.
E) O conceptismo, caracterizado pela utilização constante dos recursos da dialética.


3.Leia os seguintes versos, de Gregório de Matos:
“Senhora Dona Bahia,,
nobre, e opulenta cidade,
madrasta dos Naturais,
e dos Estrangeiros madre.”

Neles, é possível notar:
A) uma clara sátira ao clero português, que se evidencia no uso da palavra “madre”.
B) um sentimento nativista quando ele separa o que é brasileiro do que é exploração estrangeira.
C) umcerto deboche em relação à figura do estrangeiro.
D) um sentimento de culpa por escrever poesia satírica.


4. (FEBA-SP) “Basta, senhor, que eu, porque roubo em uma barca, sou ladrão, e vós, porque roubais em uma armada, sois imperador? Assim é. O roubar pouco é culpa, o roubar muito é grandeza: o roubar com pouco poder faz os piratas, o roubar com muito, os Alexandres… O ladrão que furta paracomer, não vai nem leva ao inferno: os que não só vão mas que levam, de que eu trato, são os outros – ladrões de maior calibre e de mais alta esfera… Os outros ladrões roubam um homem, estes roubam cidades e reinos; os outros furtam debaixo de seu risco, estes, sem temor nem perigo: os outros se furtam, são enforcados, estes furtam e enforcam.”
(“Sermão do bom ladrão” [fragmento] – Pe. AntônioVieira)


Em relação ao estilo empregado por Vieira neste trecho podemos afirmar que:
A) O autor recorre ao cultismo da linguagem com o intuito de convencer o ouvinte e por isto cria um jogo de imagens.
B) Vieira recorre ao preciosismo da linguagem, isto é, através de fatos corriqueiros, cotidianos, procura converter o ouvinte.
C) Padre Vieira emprega, principalmente, o conceptismo, ouseja, o predomínio das idéias, da lógica, do raciocínio.
D) O pregador procura ensinar preceitos religiosos ao ouvinte, o que era prática comum entre os escritores gongóricos.


5. (PUC-SP)
“Que falta nesta cidade? – Verdade.
Que mais por sua desonra? – Honra.
Falta mais que se lhe ponha? – Vergonha.
O demo a viver se exponha,
Por mais que a fama a exalta,
Numa cidadeonde falta
Verdade, honra, vergonha.”

Pode-se reconhecer nesses versos, de Gregório de Matos:
A) O caráter de jogo verbal próprio da poesia religiosa do século XVI, sustentando piedosa lamentação pela falta de fé do gentio.
B) O estilo pedagógico da poesia neoclássica, por meio da qual o poeta se investe das funções de um autêntico moralizador.
C) O caráter de jogo verbal próprio...
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