Prostituição infantil

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DIREITOS HUMANOS

TEMA 3 - TODOS OS HOMENS NASCEM LIVRES E IGUAIS EM DIGNIDADE E DIREITOS
O QUE VOCÊ PENSA SOBRE A PROSTITUIÇÃO INFANTIL

Introdução

O Brasil: corrupção, desvio de verbas, enriquecimento ilícito, impunidade. A sutil e quase imperceptível erosão cotidiana da consciência humana. O homem exterminador do próprio homem. Arraigados na crença judaico-cristã de céu e inferno,do bem e do mal, lançamos nossas responsabilidades ao imaginário e ela se dissipa, como a cobrança que só será efetuada quando a dívida não mais existir. Ao se falar que a criança representa o futuro da humanidade, corremos o risco de cair no vazio dos jargões decorados, mas pouco entendidos e visivelmente ineficazes. Contudo, essa é uma verdade absoluta. O que será de nossa civilização, em umfuturo próximo, se estamos destruindo aqueles que amanhã serão os principais atuantes da nossa sociedade? Sabemos da existência do “pornô-turismo” no Brasil e este se dá de forma acentuada na região Nordeste, da exploração de crianças nas áreas de garimpos do Norte do País e nas cidades onde há maior concentração de mão de obra temporária, como Santo Antonio e JIRAU – RO, Altamira – PA, Guaíra– PR, entre outras. É difícil até imaginar crianças de seis anos sendo exploradas sexualmente e, para nosso assombro, chegou-se a mencionar que cerca de 50 mil meninas estão sendo prostituídas no Brasil, cifra que coloca o nosso País em segundo lugar no mundo, superado apenas pela Tailândia.
Sabe-se que a prostituição infantil não é um fenômeno exclusivo da civilização moderna. Mas o grande alertae maior preocupação é com ela está se manifestando e em que escala. No Brasil, ela se mostra de forma explícita nas ruas de cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Fortaleza, Recife, Rondônia, Pará.

Prostituição Infantil

A escritora Fúlvia Rosemberg, em seu artigo “Eu consumo, tu me consomes”, de 1993, dizia que durante os anos 80, circularam estimativas desencontradas einflacionadas sobre o número de crianças e adolescentes que sobrevivem nas ruas das metrópoles do Terceiro Mundo (...) Produzidas, na maioria das vezes, com objetivo de denunciar a pobreza urbana subdesenvolvida, essas estimativas foram geralmente elaboradas a partir de raciocínios dedutivos que assumiam uma relação linear (ou quase) entre pobreza e sobrevivência na ou da rua. Os pressupostos básicos eram:que a família pobre gera inevitavelmente abandono, expulsão do acesso a bens e instituições sociais (em especial à escola), gera também inexoravelmente a busca de sobrevivência na rua. (...) a família pobre não é continente para seus filhos, produzindo meninos de rua hoje, criminosos de amanhã; meninas de rua, prostitutas hoje, e mães dos meninos de rua de amanhã.
No Brasil, a prostituiçãoinfanto-juvenil está calcada na comercialização do corpo como coerção ou escravidão ou para atender às necessidades básicas de sobrevivência. Isso fica claro em estudos e pesquisas, evidente em regiões como as de colonização amazônica e garimpos, onde os próprios pais expõem e comercializam suas filhas em troca de atendimento a necessidades básicas do resto da família, perdendo assim, seu papelprotetor e provedor.
A desestrutura da família é um dos únicos fatores constantes. Muitas dessas meninas já sofreram algum tipo violência ou abuso sexual vindo de sua própria família e acabam fugindo para as ruas. Outras saem de regiões mais pobres para as capitais, em busca de trabalho, não conseguem e a família não sabe como ganham aquele salário que mandam todo mês. Outras, ainda, sãoincentivadas pela própria família a se prostituírem. Ao ganharem a rua, com o passar do tempo, perdem os vínculos com a casa e com a família, seduzidas pelos atrativos da rua. A liberdade, a falta de limites e obrigações, o cheiro da cola e do thinner, o cigarro de merla e o crack.

A pergunta que se faz: o que leva uma criança a se prostituir ou ser prostituída? A resposta, a miséria. Em todos...
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