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  • Publicado : 22 de agosto de 2012
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Cenário:


Através de estudos feitos em análises e teorias sobre o cenário político, fiscal e monetário brasileiro 2011/2012 verifica-se que a forte aceleração no mercado econômico ocorrida em 2010, que foi negativa, não deverá se repetir neste ano. É necessário ajustar a política econômica em vigor utilizando com mais intensidade a política fiscal, reduzindo a importância da políticamonetária no Brasil.
Os países emergentes, entre eles Brasil, China e Índia, serão responsáveis por quase metade do crescimento econômico mundial em 2011, segundo estimativa do Banco Mundial divulgada nesta quarta-feira. A previsão é de que essas nações representem 46% do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em todo o mundo neste ano.
Para o Banco Mundial (2011), no contexto atual, um aperto napolítica fiscal é o mais aconselhável para o Brasil. Argumenta que o Brasil deve compreender que o uso de medidas monetárias em casos como estes é limitado, uma vez que uma alta na taxa de juros aumentaria a probabilidade de atrair um fluxo de capital ainda maior, enquanto no longo prazo, as conseqüências da elevação dos juros para empresas exportadoras e importadoras estariam na formação de uma taxade câmbio inconveniente.
É relevante ressaltar que o Brasil, do ponto de vista econômico, apresenta na atualidade um equilíbrio fiscal razoável. As despesas estão ajustadas aos limites da arrecadação, e a dívida pública com relação ao PIB está diminuindo de forma lenta. Deve-se observar, inicialmente, que o forte crescimento do PIB do Brasil em 2010 teve como base de comparação um crescimentonegativo da economia em 2009. A produção brasileira em 2011, em particular da indústria, deverá ser bastante fraca em comparação com o desempenho de 2010. Recorde-se que em 2009, o PIB da indústria caiu 5,5% e, em 2010, teve alta de 10,1%. Entretanto, caso ocorra uma expansão de 4,5% do PIB em 2011, como assinalam as projeções das instituições internacionais e nacionais, o crescimento na demandadoméstica será 6,7%. Esse dado é preocupante, visto que revela que a economia não se encontra em desaceleração. Assim, levando-se em consideração que essa demanda é quase a mesma que foi registrada em 2008, quando a economia ainda se encontrava num ritmo forte, os riscos de elevação da inflação estarão presentes em 2011 e 2012.
Nesse cenário, observa-se que a economia brasileira está assimetricamenteinternacionalizada. A abertura do mercado nacional não implicou na conquista de outros mercados na intensidade necessária. A internacionalização da economia brasileira, de forma passiva, é um fenômeno antigo, cujos efeitos eram atenuados por elevadas proteções comerciais. Fica evidenciado, assim, que a abertura do mercado, os déficits e os desequilíbrios exigem medidas adicionais, como porexemplo, a geração de apoio à internacionalização ativa de empresas brasileiras.
Observa-se que houve melhorias significativas no desempenho da economia nacional em 2010, conforme evidenciam os indicadores do IBGE (2011). É necessário argumentar, entretanto, que o Brasil ainda não superou as suas fragilidades econômicas, sociais e de infra-estrutura, que continuam atuando como obstáculos ao processo dedesenvolvimento. A possibilidade da manutenção do crescimento econômico sustentado – necessário para elevar o nível do emprego, reduzir a informalidade e as desigualdades sociais – é factível, desde que a política econômica, em particular a fiscal e a monetária, sofra alguns ajustes importantes. É sabido que para alcançar níveis de inflação mais baixos, a economia deve aumentar a taxa dedesemprego compatível o pleno emprego dos fatores. A adoção de medidas restritivas para alcançar as metas de inflação em 2011 e 2012, fixadas em 4,5%, por sua vez, irá provocar a elevação do desemprego e a manutenção dos juros em patamar elevado.
O modelo econômico em vigor, que tenta conciliar crescimento econômico, elevadas taxas de juros reais, aumento do superávit primário e avanços nas contas...
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