Projeto mmbb - escola fde - escola f1

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  • Publicado : 29 de março de 2012
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MMBB – Projeto Escola FDE – Escola F1 – Análise de projeto.


O destaque e a intensidade dessas escolas, em triste periferia desenganada pelo planejamento habitacional mais escasso, faz pensar como a profissão, num âmbito reduzido, mas exigente, se tornou necessário exercício de resistência.

As quatro implantações adquirem, por intermédio de processos formais simples e eficientes, notávelajuste urbano e exemplar estabilidade em exíguos terrenos de conjuntos habitacionais, além de alcançar completo sentido na sucessão e distribuição das partes de seus programas.

Com programas em comum, todos projetos parecem submetidos à mesma série de condições. Um sistema construtivo principal e isostático, com pré-moldados de concreto, combinado com estrutura secundária de perfis metálicos.Partidos compactos e fechados, protegidos e adequados ao clima cálido de Campinas e quadra poliesportiva coberta que possa ser utilizada pela comunidade através de acesso separado das salas escolares.

Conforme preconiza a teoria moderna, as dimensões modulares das estruturas de concreto pré-moldado exigem das plantas muita ordem e legibilidade. Estruturas pré-fabricadas que, com isenção feita aosarquitetos, foram executadas com excessiva tolerância dimensional e insuficiente controle de produção. O que explicaria porque os escritórios acataram a pauta estrutural na planta, e disso se beneficiaram, mas não confiaram o resultado ao ritmo e controle do sistema construtivo, para preferir a aparência, visto que a pauta rigorosa de eixos de viga e pilar que formam, constroem e tridimensionamos edifícios acabou sendo mascarada por uma pele de fachada, para assemelhar-se à estética mais atual dos tempos da virtualidade.

Com exceção do projeto do escritório MMBB (2), caso em que a decisão de apresentar a estrutura como forma final da escola parecia decidida pelo cobogó de elementos pré-moldados nos entrepanos, mas acabou subvertida por critérios de cor e pintura que iludem oentendimento em favor de grandes e pitorescos recortes coloridos. As cores fortes sobre os planos e elementos, presentes em todos projetos, parecem confirmar a tradição escolar da atitude paulistana inaugurada por Artigas e Cascaldi.

Os outros três projetos, quase em sincronia com estilemas contemporâneos, aplicam planos na face externa de concreto para desenhar – de olho na abstração mais perceptiva,mas menos sensitiva – em nome dos fechamentos leves, da iluminação difusa e do brise-soleil as superfícies extensas, imateriais ou texturadas. Requadros colados e expostos, mais apropriados para estruturas hiperestáticas em balanço, fazem pouco dos detalhes de proteção, estanqueidade, arremate e acabamento além de comprometer durabilidade e resistência. Detalhes melhorados caso contassem comprovidências especiais e fáceis – abas ou rebaixos – nos perfis e seções da estrutura pré-moldada para evitar tantos rufos costurados com rebite pop a agravar miséria e desalinhamento comuns nas obras públicas. Andrade e Morettin (3) exageram um pouco na falta de consistência construtiva quando envolvem um volume único com dois tipos diferentes de proteção leve e plásticos serrilhados nas fachadas, comodiversas peles ou faces, a noventa graus, separadas por tosca cantoneira de aresta em chapa galvanizada fina. Como a manutenção desses edifícios inexiste e o vandalismo domina nunca seria demais especificar detalhes vigorosos.

Quadras poliesportivas cobertas e associadas ao corpo principal da edificação serviram como argumento principal para organizar as quatro escolas. O escritório UNA (4)coloca o piso da quadra sobre a cobertura do terceiro pavimento da escola e desenvolve o projeto mais sintético, preciso e vertical entre todos, inclusive monumentalizado, de propósito, por rasgos verticais e extremos a partir de finos pilares musculados com engenho por prótese de perfis metálicos para suportar flambagem. Inversamente, os arquitetos Vainer e Paoliello (5) prolongam a laje de...
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