Projeto melhor idade

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  • Publicado : 1 de abril de 2013
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1. INTRODUÇÃO
Não tenho caminho novo.
O que tenho de novo é o jeito de caminhar.
Thiago de Mello



O tempo é um fator decisivo na transformação da realidade da sociedade e do próprio homem. A velhice surge, atualmente, como uma vitória sobre o tempo – tempo que se transforma em longevidade. Neste final de milênio são muitos os desafios que povos e governos enfrentam para aconstrução de uma sociedade mais humana e igualitária.
A população idosa que até então consistia em uma minoria e era preterida em função de outras faixas etárias passou a ser alvo de preocupação e atenção por parte dos governos de vários países, estudiosos e pesquisadores.
Essa emergente e preocupante realidade exige busca de solução imediata dos profissionais de todas as áreas, poisdiferentes são as necessidades desse segmento populacional que nas últimas décadas vêm se avolumando aceleradamente. Sabe-se que cada vez mais uma parcela desses sujeitos está envelhecendo com menores condições sócio-econômicas, e, portanto, estão também buscando dar novo sentido e significado a essa nova etapa do curso de vida.
Nesse sentido, as diferentes concepções que orientam essenovo contexto, juntamente com a implementação de novas linhas de ação, estão redimensionando o olhar sobre o processo e, criticamente, ampliam e complexificam o campo de estudos sobre a velhice. Em menos de 20 anos o Brasil passou de 16º para 10º lugar entre os países de maior população idosa do mundo.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) prevê que em 25 anos chegaremos a ter 15% de idososda população total, como já é possível verificar nos países da Europa, nos Estados Unidos, no Canadá e no Japão, nos quais o envelhecimento populacional seguiu um lento processo em virtude da cobertura dos sistemas de proteção social e melhoria das condições de habitação, alimentação e trabalho (KALACHE, 1991; VERAS, 1991).
A Organização das Nações Unidas (ONU) prevê que o Brasil, empoucas décadas (por volta do ano 2020), tende a ser o país mais envelhecido da América Latina e, ainda, o 6º país com mais idosos do mundo, apresentando cerca de 32 milhões de pessoas com mais de 60 anos.
Vale ainda ressaltar que o envelhecimento populacional brasileiro tem discrepâncias numéricas quando se analisa esse contingente por Estado, como demonstra a Pesquisa Nacional por Amostrade Domicílios em 1998 - Microdados (IBGE, 1999), destacando-se o Estado de São Paulo com 3.342.152 milhões de pessoas com mais de 60 anos.
Na perspectiva de um envelhecimento bem-sucedido, não há como negar os benefícios da prática regular e moderada da atividade física e intelectual, pois ações ligadas à adoção de ritmo de vida mais ativo, diretamente relacionado a exercícios corporais eraciocínios favorecem, em última análise, melhoria da autonomia, da saúde física e psicológica, do bem-estar geral do idoso, auxiliando, na maioria das vezes a reconhecer-se como Ser Singular.       
Acreditando nessa proposta de atuação e nas potencialidades dessa clientela, a UNIFADRA, enceta este programa de atividades físicas, intelectuais e recreativas, como metas para proporcionaro bem-estar físico, social e emocional dos participantes.
Também compõem nosso quadro de intenções utilizar esse espaço, futuramente, para a pesquisa bem como preparar recursos humanos (futuros monitores entre os idosos), com embasamento teórico-prático para o trabalho com os da MELHOR IDADE.
Além das atividades desenvolvidas na própria FUNDEC e pela UNESP, propomos,futuramente, um trabalho com as Instituições ou Entidades Asilares para um atendimento mais específico e adaptado aos velhos mais fragilizados (idade variando entre 60 e 90 anos).
Este projeto visa a atender pessoas da Melhor Idade, com situação sócio-econômica baixa ou mesmo deficitária, tornando esse o nosso compromisso profissional.
Por acreditar que a atividade física, intelectual e...
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