Projeto empregabilidade: “uma segunda oportunidade”

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Projeto Empregabilidade: “Uma Segunda Oportunidade”

Título

O projecto intitulado “Uma Segunda Oportunidade” apresenta-se sob um projeto de intervenção, que tem como principal objectivo (re)inserir no mercado de trabalho utentes da Instituição Casa Abrigo Padre Américo. Neste caso o objectivo é recolher todas as ofertas de trabalho disponíveis, dentro da área de abrangência da Instituição eselecciona-las de acordo com os utentes que estão dentro deste projecto.

Introdução e Objecto de Investigação

O desenvolvimento das políticas activas de emprego gerou medidas que criam um novo estatuto aos seus beneficiários, por vezes por tempos longos: o estatuto de “apoiado”, de pessoa que vive profissionalmente na ponte entre o emprego e o desemprego. Tal como a generalidade das pontescomplexas, estas medidas são relativamente dispendiosas, pelo que há que cuidar de estudar bem onde devem surgir e que necessidades da travessia entre o desemprego e o emprego vão suprir. Há, por outro lado, que recordar que a ponte é um lugar de passagem fundamental porque encurta distâncias e liga margens, mas um péssimo lugar para nele se despender a vida.

Estas medidas visam ultrapassar osefeitos de factores específicos de desvantagem no acesso ao emprego. Pelo que, para além de criarem novos empregos (que tornam mais baratos), visam substituir grupos recrutados para eles (por lhes conceder apoios específicos, que os tornam competitivos). Logo, para o sucesso de uma medida é essencial que ela identifique as propriedades que delimitam o grupo em situação de desvantagem, de modo a que osrecursos sejam efectivamente alocados aos seus destinatários. Mas é também, necessário identificar a propriedade socialmente relevante para a produção da desvantagem, não a deixando subsumida noutras que a revestem parcialmente, mas que, assim, reduzem a focalização adequada.
Enquanto beneficiários da medida, os públicos em desvantagem são pessoas que estão em processo de saída da privação deemprego. A ponte visa que do lado de lá sejam pessoas empregadas. Mas, o que está em causa não é apenas, embora seja também, o acesso ao emprego, é a relação das pessoas com o sentido social de desempenho de um trabalho útil e a gratificação pessoal que daí deriva (Imaginário et al, 1998: 50).
A primeira medida de transição entre o desemprego e o emprego é, assim, a recuperação da empregabilidadesocial, isto é, a recuperação de laços com as atitudes e competências sociais necessárias para desempenhar uma actividade com carácter contínuo.
Pelo que é admissível como resposta e para os casos em que há maior perigo de perda dessas competências ou maior necessidade de as recuperar, que a medida crie um momento de não-emprego com ocupação, um período em que a pessoa desempenha com continuidadeas tarefas e operações necessárias a um desempenho profissional sem ter todas as obrigações (nem os direitos) de um trabalhador. É esse o espaço de actividades ocupacionais e estágios profissionais para desempregados. Os “ocupados” e os “estagiários” não são trabalhadores mas trabalham, (re)tomam contacto, (re)ganham experiência profissional, valorizam-se curricularmente, obtêm referênciasprofissionais positivas.

O problema surge se são mal recrutados. Isto é, quando é ocupada ou estagiária uma pessoa a quem a experiência não valoriza, os recursos públicos são gastos sem que o seu potencial de inserção aumente e até correndo o risco, no limite, de que diminua porque a auto-estima que na situação oposta adquiriria pode, nesta, corresponder a um sentimento de perda.
O fechamento nassituações de transição pode, ele também, gerar, na óptica pessoal uma “armadilha”, confinando os seus beneficiários a uma vida de quase-emprego. Do ponto de vista do sistema, esta situação tende a gerar efeitos “canibais” sobre o emprego, isto a que a sucessão de estágios ou actividades ocupacionais oferecidas destrua postos de trabalho diminuindo a oferta de emprego.
Para que medidas com estas...
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