Projeto de pesequisa

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  • Publicado : 20 de maio de 2011
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Na contemporaneidade , a Educação de Jovens e adultos adquire um novo sentido. Há um intenso movimento de jovens e adultos voltando à sala de aula. Quem não teve oportunidade de estudar na idade apropriada, ou que por algum motivo abandonou a escola antes de terminar a Educação Básica, está procurando as instituições de ensino para completar seus estudos. Aqueles que não sabem ler e escreverpretendem ser alfabetizados. Os que já têm essas habilidades desejam adquirir outros saberes para que tenham chances no concorrido mercado de trabalho e sintam-se cidadãos responsáveis pelos destinos do país.
Fruto das práticas que vão se fazendo nos espaços que educam nas sociedades, esta concepção se produz em escolas, movimentos sociais, trabalho, práticas cotidianas. Assim desenvolvida, a EJAlegitima-se por meio de ordenações jurídicas, de acordos, firmados e aprovados pelas instâncias de representação que conformam as normas da ordem social.
Ao atrair o adulto para a escola, é preciso garantir que ele não a abandone. As altas taxas de evasão (menos de 30% concluem os cursos) têm origem no uso de material didático inadequado para a faixa etária, nos conteúdos sem significado, nasmetodologias infantilizadas aplicadas por professores despreparados e em horários de aula que não respeitam a rotina de quem estuda e trabalha. Problemas como esses podem ser resolvidos quando o professor conhece as especificidades desse público e usa a realidade do aluno como eixo condutor das aprendizagens.
Ao longo da história, o uso político da educação, simbolizado pelo voto do analfabeto, sem odireito de saber ler e escrever sugere o modo como a educação vem sendo usada para fins eleitoreiros, a serviço de uma determinada ordem instituída, para continuar assegurando privilégios.
A escola não chegou a todos os brasileiros. Esta realidade possui uma longa história. Ela começa com o desapreço que nossos colonizadores ibéricos tinham para com a leitura e a escrita a ser dada aos habitantesdeste país. Para eles, não fazia sentido propiciar educação escolar a um país agrário, enorme e que com ela poderia pleitear a sua independência política. Além disso, sendo um país escravocrata, negava-se a quem não fosse branco o direito de sentar em bancos escolares.
Esta realidade tem a ver com um país que, desde o seu início, foi bastante injusto com os que com seu trabalho construíram asriquezas da nação e que não viram distribuídas essas riquezas acumuladas, de modo a que todos pudessem ter acesso aos bens sociais necessários a uma participação política consciente. Até hoje este padrão de desigualdade se estende para a educação escolar. E a existência da Educação de Jovens e de Adultos visa reparar esta situação, mas a situação é em si mesma intolerável do ponto de vista dacidadania.

A Educação de Jovens e Adultos não é um presente, nem um favor, tal como antes a própria legislação ou a prática das políticas educacionais a viam. Desde a Constituição de 1988 ela se tornou um direito de todos os que não tiveram acesso à escolaridade e de todos que tiveram este acesso mas não puderam completá-lo.
Os direitos constituídos porque conquistados ao longo de tantos séculos deresistência e de embates entre as classes privilegiadas e as oprimidas, no entanto, não são ainda realidade para todos. O direito a ter direitos, em sociedades em constantes mudanças, como direito fundamental da pessoa humana, é exigência do mundo contemporâneo, impedido pelas inúmeras linguagens, leituras de textos e contextos, cuja ordem histórica veio se fazendo em determinado ritmo atéentão, e que se acelerava de uma forma infinita.Nesse movimento, enquanto uns lutam para conquistar direitos básicos, como o da educação, o rol dos direitos se amplia, e estes se emergem como necessidades prementes das populações, em escala planetária.
A Educação de Jovens e Adultos nem sempre teve assegurado seu lugar ao sol. Se em alguns momentos figurou como direito no texto constitucional,...
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