Projeto Copa do Mundo de Futebol FIFA 2014 - Gerenciamento de Riscos

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Projeto Copa do Mundo de Futebol FIFA Brasil 2014: Gerenciamento de Riscos
Trabalho acadêmico apresentado à disciplina
de Gerenciamento de Riscos para obtenção de
avaliação.
RIO DE JANEIRO
09/11/2013
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1. Introdução
Grande interesse tem surgido nos últimos anos em sediar eventos desportivos,
especialmente os megaeventos desportivos, tais como Olimpíadas, Copas do Mundo deFutebol, Jogos de Inverno, Jogos de Verão, Commomwealth Games, Pan- Americanos,
dentre outros. Um megaevento desportivo é capaz de proporcionar impactos sociais e
econômicos positivos, através do evento, para o país que o sedia, se bem planejado e
estruturado. Estes impactos podem, por sua vez, envolver todas as camadas sociais de
uma determinada população, beneficiando em alguns casos dezenasde milhões de
pessoas. Tais eventos atraem tamanha atenção devido ao fato de os megaeventos
desportivos possuírem uma grande capacidade de atrair investimentos e proporcionarem,
por sua vez, uma elevada rentabilidade. Neste sentido objetivamos desenvolver este
estudo que teve como objetivo geral: planejar o Gerenciamento dos Riscos para a
realização da Copa do Mundo de Futebol FIFA Brasil2014.
A decisão da FIFA, entidade dirigente máxima do futebol internacional, de
estabelecer o sistema de rodízio para definir os países responsáveis pela organização
das Copas do Mundo de Futebol de 2010 e de 2014 selou, com antecipação, a vitória da
candidatura brasileira, antes mesmo de o presidente Luís Inácio Lula da Silva assinar o
Cadernos de Encargos que, em nome do governo – e porextensão da sociedade
nacional –, comprometeu o Estado com a realização de um dos mais importantes
eventos da indústria mundial do entretenimento. Quando o presidente da República, no
primeiro semestre de 2007, chancelou o Caderno de Encargos da FIFA, o mundo vivia
um momento de euforia financeira. Raras vozes prediziam, então, que pairava no ar o
risco de uma implosão dos bancos em virtude deoperações sustentadas por papéis de
lastro inexistente. Nesse ambiente, de lucros rápidos e fáceis, o governo assumiu
compromissos cuja latitude e longitude, na verdade, ignorava.
Em novembro de 2007, a FIFA, com a pompa e a circunstância que caracterizam
suas decisões, comunicou ao mundo que o Brasil fora brindado com a responsabilidade
de hospedar a Copa do Mundo de 2014. Anúncio que nãocausou qualquer tipo de
comoção, na medida em que a postulação brasileira, apoiada de antemão pela
Confederação Sul-Americana de Futebol, não fora, em momento algum, confrontada com
a de qualquer outro país do continente. À época da decisão, o presidente da
Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, disseminou, por intermédio
de diversos veículos da mídia, a falaciosa versão deque a iniciativa privada suportaria o
grosso das despesas necessárias para adequar os estádios brasileiros às exigências da
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FIFA. A decisão da FIFA de realizar a Copa do Mundo de 2010 no continente africano e a
de 2014 na América do Sul gerou um confortável lapso de tempo para que os governos
federal, estaduais e municipais, a Confederação Brasileira de Futebol e os hipotéticosinvestidores da iniciativa privada elaborassem um projeto estratégico para lastrear a
organização do país para receber a maior competição esportiva do planeta em matéria
de assistência televisiva.
No domingo 31 de maio de 2009, dia em que a FIFA definiu as cidades-sedes, os
grandes jornais brasileiros dedicaram vastos espaços ao fato. Publicaram matérias sobre
quanto custaria construir oureformar os estádios para a Copa de 2014. A informação
inicial era de que as obras implicariam despesas de aproximadamente
R$ 4 bilhões. Quanto às iniciativas necessárias para encaminhar soluções capazes de
solucionar gargalos históricos do país, como o do transporte rodoviário, da logística, da
mobilidade urbana, do saneamento e da segurança pública, por exemplo, essas não
puderam ser...
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