Projecto ponte rolante

Disponível somente no TrabalhosFeitos
  • Páginas : 18 (4423 palavras )
  • Download(s) : 0
  • Publicado : 24 de outubro de 2011
Ler documento completo
Amostra do texto
CAPÍTULO 6
LIGAÇÕES ENTRE OS DIVERSOS ELEMENTOS

6.1. Ligação entre a Viga Central e as Cabeceiras

A viga central ficará fixa às vigas cabeceiras sobre a parte superior destas ultimas. A ligação será feita por meio de quatro parafusos, e entre as duas vigas será soldada uma chapa com as seguintes dimensões:

[pic]

Figura 24

Na determinação dos parafusos é necessário ter emconta que estes estão sujeitos a esforços de tracção, devido à força vertical máxima, e sujeitos ao corte, devido à força horizontal máxima. Assim, as respectivas tensões vêm:

[pic]

sendo A a secção resistente dos parafusos.

A tensão de comparação, segundo § 1,4122 [1], é dada por:

[pic]

A tensão admissível é calculada a partir da tensão de rotura, através da tabelainserida no anexo A-1,4123 [1]. Assim, para uma classe Q8.8 da norma ISO,

[pic]

Pela mesma referência, a tensão de limite elástico vem:

[pic]

Consequentemente:
[pic]

Através da tensão de comparação chega-se a:

[pic]

A área de cada parafuso virá:

[pic]

O que corresponde, segundo [4] pela norma NP-110, ao parafuso M14. No entanto, devido à importância daligação será preferível o uso de quatro parafusos M20 com uma secção resistente de 245 mm2.
Convém acrescentar o facto de que utilizar-se-á uma cavilha, situada a meio da chapa, de modo a garantir a união das respectivas chapas.
É importante fazer-se agora a análise dos furos à pressão específica:

[pic]

onde n representa o número de furos, e a espessura da chapa e df o diâmetrodos respectivos furos. Este diâmetro, segundo [4], para um parafuso M20 vale 22 mm. Assim,

[pic]

sendo a pressão admissível igual à tensão de limite elástico das chapas. Deste modo, os furos resistem aos esforços e não rasgam.
Em termos de cedência as chapas não têm quaisquer problemas.

6.2. Mecanismos de Translação da Ponte

De entre os mecanismos referidos incluem-se oconjunto de rodas, os carris de rolamento da ponte, os motores, e respectivos redutores, e os elementos de transmissão.

6.2.1. Os Carris de Rolamento da Ponte

De acordo com §1,5411 [1], a força média por roda, que actua nos carris, é dada por:
[pic]

onde as forças de reacção mínima e máxima representam a força, por roda, provocada pelo peso do carro, viga central e vigas cabeceirase a força vertical máxima na cabeceira, respectivamente. Ou seja,

[pic]

Concretizando valores, vem:

[pic]

Considera-se o conjunto de rodas RS 250 com 250 mm de diâmetro e uma força máxima admissível de 9 toneladas, cerca de 88200 N, valor bastante superior à força de reacção máxima. Da tabela T-2,5413 [1] admite-se que a tensão de rotura das rodas é superior a 50 kgf/mm2, vindoa pressão limite igual a:

[pic]

De acordo com a referência indicada no inicio do ponto 6.1.1, a força média que o aparelho é capaz de suportar, de modo a assegurar o seu bom funcionamento, em condições normais, é dada por:

[pic]

sendo,

b - largura útil do carril;
D- diâmetro das rodas;
C1 - constante tabelada em função de D e da velocidade de translação daponte;
C2 - constante tabelada em função da classe do mecanismo.

Da tabela de carris para pontes rolantes (Anexo-??) selecciona-se um carril cuja largura vale 53 mm. Para uma velocidade de translação de 50 m/min e rodas de diâmetro igual a 250 mm vem, de acordo com a tabela T-2,5414 [1], C1 = 0.91.
Sabendo que o mecanismo é da classe 3m, através da tabela T-2,5415 [1], a segundaconstante vem C2 = 0.9. Assim:

[pic]

Usa-se então o carril DIN536 KS 43 A65.

6.2.2. Escolha e Verificação das Rodas

De acordo com as tabelas fornecidas pelo fabricante DEMAG seleccionou-se o conjunto de 4 rodas RS 250, com capacidade máxima de 9 toneladas, com duplo accionamento, execução do tipo A e montagem tipo 6.3.1 (montagem pela parte frontal da viga em caixão). Estas têm...
tracking img