Programa nacional de prevençâo e controlo das doenças cardiovasculares

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Instituto Politécnico
Escola Superior de Saúde

Enfermagem
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Programas e Projectos

PROGRAMA NACIONAL DE PREVENÇÂO E CONTROLO DAS DOENÇAS CARDIOVASCULARES

Janeiro
2011

ÍNDICE

INTRODUÇÃO 3-4
1 - PROGRAMA NACIONAL DE SAÚDE5
2 - PROGRAMA NACIONAL DE PREVENÇÃO E CONTROLO DAS DOENÇAS CARDIOVASCULARES6-14
2.1 – OBJECTIVOS 6-7
2.2 – POPULAÇÃO ALVO7
2.3 – ESTRATÉGIAS DEACTUAÇÃO7-13
2.3.1 – ESTRATÉGIAS DE INTERVENÇÃO7-10
2.3.1 – ESTRATÉGIAS DE MELHORIA DOS SISTEMAS DE INFORMAÇÂO10-13
3 - RESULTADOS PROVENIENTES DA APLICAÇÃO DO PROGRAMA14
CONCLUSÃO15
BIBLIOGRAFIA16
ANEXOS17-18

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INTRODUÇÃO
As doenças cardiovasculares são todas as doenças do coração e sistema sanguíneo, ou seja, artérias, veias e vasos sanguíneos, sendo algumas destas doenças, oAVC (Acidente Vascular Cerebral), DC (Doença coronária), Angina de peito, Arterosclerose e IAM (enfarte do miocárdio), entre outros.
A doença cardiovascular é a primeira causa de morte entre os homens e mulheres europeus, responsável por cerca de metade de todas as mortes ocorridas na Europa, causando todos os anos 4,35 milhões de mortes, sendo também uma das principais causas de incapacidadee pior qualidade de vida, pois acarretam consequências nocivas para os cidadãos, para a sociedade e para o sistema nacional de saúde. Estas consequências tende-se a agravar devido ao envelhecimento da população e ao aumento da prevalência dos factores de risco.
As doenças cardiovasculares são também a principal causa de mortalidade em ambos os sexos, em Portugal, sendo responsáveis por cerca de50% das mortes ocorridas em 1999 (42 998 num total de 100 252 mortes), contando-se, também, entre as principais causas de invalidez. Portugal é, ainda, o País da União Europeia com mais elevada taxa de mortalidade por AVC, favorecida pela alta prevalência da hipertensão arterial.
Contudo, as taxas de mortalidade por doenças cerebrovasculares têm vindo a diminuir em Portugal, mas, apesar donotável decréscimo observado, somos ainda o país da União Europeia que apresenta a taxa de mortalidade mais elevada para esta causa de morte. (Tabelas representativas de dados encontram-se nos anexos deste trabalho na pagina 18).
Por outro lado, a Doença Isquémica do Coração e os enfartes do miocárdio, apesar da baixa taxa de mortalidade observada no nosso país, comparativamente a outros paíseseuropeus, devem continuar a ser uma preocupação para o nosso sistema de saúde, dada a perspectiva de crescimento da sua incidência, apontada internacionalmente, até ao ano 2025.
O reconhecimento das doenças cardiovasculares como a principal causa de morte no nosso país veio confirmar a hipótese de que, a prevalência da hipertensão arterial é elevada e o seu controlo é insuficiente.
A elevadaprevalência nacional dos factores de risco das doenças cardiovasculares obriga a que se tenha uma especial atenção à sua efectiva prevenção, detecção e correcção, obrigando também, à adopção de medidas integradas e complementares que potenciem, na população portuguesa, a redução dos riscos de contrair estas doenças, a concretização do seu rápido e adequado tratamento e a tomada de medidas de prevençãosecundária que reduzam a sua recorrência.
A maioria das doenças cardiovasculares é resultado de um estilo de vida inapropriado e de factores de risco modificáveis, tais como o sedentarismo, a falta de exercício físico devido ao uso excessivo de transportes e de longos períodos em frente à televisão, alimentação inadequada devido a excesso de sal, gordura e açúcar e hábitos tabágicos. Alguns dosprincipais factores de risco individuais são a elevada tensão arterial, dislipidémia, obesidade, diabtes mellitus e stress excessivo.
Actualmente, a maioria da população já interiorizou, a necessidade de alterar os seus comportamentos de risco, no entanto, está demasiado acomodada e recusa-se a reduzir o consumo de tabaco e de álcool ou a fazer correcções alimentares, tais como a redução no sal,...
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