Produzir um texto sobre os aspectos evidenciados em relação à articulação entre teoria/prática, e a contextualização do ensino enriquecido e sustentado pela ação crítica e reflexiva, tanto do aluno quanto do professor.

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UNIVERSIDADE ANHANGUERA – UNIDERP

Centro de Educação à Distância - Taquara




PEDAGOGIA

Libras

Professora Tutora à Distância –



Taquara, Novembro de 2012.





As línguas expressam nossos sentimentos, pensamentos, ideias e muito mais. Por isso, desde pequenas nossas crianças são estimuladas a se expressarem utilizando sua língua materna, oportuguês. Os surdos também possuem sentimentos, ideias e pensamentos próprios. Mas, como expressa-los? Já que não o podem fazer através da fala, eles utilizam suas mãos como forma de expressar suas ideias e pensamentos. Mesmo tendo a sua forma de se expressar os surdos ainda passam por grandes dificuldades de inclusão tanto no ambiente escolar como na sociedade.
Atualmente percebe-se uma grandepreocupação com a educação inclusiva. No entanto a singularidade de cada individuo necessita ser levada em consideração. No caso da alfabetização dos surdos, ela deve ocorrer de forma coerente, respeitando assim suas diferenças, pois a alfabetização não consiste somente do simples ato de aprender a ler e escrever, mas também no desenvolvimento da capacidade de interpretar, compreender, criticar eproduzir conhecimento, portanto pessoas com esse tipo de deficiência necessitam de uma metodologia diferenciada. O objetivo é mostrar quais os métodos utilizados na alfabetização de crianças surdas e como aplicá-las no ensino regular. Através deste trabalho poderemos ter um conhecimento e uma atenção maior em relação a metodologia trabalhada com os surdos, para que possamos ter em mente quais osmétodos corretos a serem utilizados na alfabetização dos mesmos.

Surdez na perspectiva médica, educacional, cultural e libras.
Ao falar de surdez, especifica-se a pessoa com surdez severa - que apresenta perda auditiva entre setenta e noventa decibéis, podendo ser capaz de identificar alguns ruídos, porém incapaz de se comunicar por meio da fala – e surdez profunda, como sendo o indivíduo queapresenta perda auditiva superior a noventa decibéis, tal pessoa fica privada de informações auditivas necessárias para perceber ou identificar a voz humana, impedindo-a de adquirir a língua oral.
Salles et al (2004) escreve sobre “O ensino da língua portuguesa para surdos”. Esta obra é parte integrante do Programa Nacional de Apoio à Educação dos Surdos, que pode ser considerado um avanço naluta pelo desenvolvimento acadêmico da pessoa surda e pela valorização de sua condição multicultural.
Skliar (1998, p.39) explica, que “falar em cultura surda como um grupo de pessoas localizado no tempo e no espaço é fácil, mas refletir sobre o fato de que nessa comunidade surgem processos culturais específicos é uma visão rejeitada por muitos, sob o argumento da concepção da cultura universal,mono política” (SALLES 2004, p.39 apud SKLIAR 1998).
Muitos sociólogos e antropólogos aceitam a ideia de que a comunidade dos surdos possui uma subcultura, porém, cientistas e líderes surdos não concordam com o prefixo ‘sub’, pois implica em subordinação de valores de um grupo a outro, a cultura dos surdos sinaliza que as normas, valores, tecnologias e linguagem são diferentes dos outros sereshumanos.
O primeiro passo, para admitir que a comunidade surda partilhe com a comunidade ouvinte do espaço físico e geográfico, é caracterizando a cultura surda como multicultural.
É por meio da cultura que a comunidade surda se constitui, integra e identifica as pessoas e lhes dá o carimbo de pertinência, de identidade. Sendo assim essa cultura ajuda a definir a identidade da pessoa surda.Quanto a LIBRAS, é uma língua como qualquer outra língua materna, adquirida efetiva e essencialmente no contato com seus usuários. Por isso é fundamental para a criança surda se relacionar, interagir com os adultos surdos e outras crianças surdas para que haja uma influencia linguística favorável à aquisição da língua, possibilitado por um ambiente de imersão em língua de sinais, o que não...
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