Processo grupal resumo

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  • Publicado: 18 de março de 2013
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O Processo grupal

Podemos afirmar que a função do grupo é definir o desempenho dos papéis e a identidade social dos indivíduos assim garantir a sua produtividade social. Grupo ideal é um acabado e estruturado. Como se os indivíduos envolvidos estacionassem e os processos de interação pudessem se tornar circulares. O grupo é visto como a histórico numa sociedade também a histórica.
Aautonomia do grupo pode ser conhecida através de uma análise da transversalidade que toma possível o conhecimento de sua segmentaridade e da sua autonomia, bem como os limites e condição para um grupo se tornar grupo-sujeito, isto é, aquele que percebe a mediação institucional, objetiva e conscientemente.
Podemos recorrer a Sartre para caracterizar a serialidade como sendo a própria negação do grupo,onde apesar de haver um objetivo comum, a relação entre os membros não passa de uma somatória, eles formam uma série tipo primeiro, segundo, terceiro etc. Somente quando os membros se organizam é que podemos falar em grupo que define, controla e corrige a práxis comum.
Para Pichon-Riviere “um grupo é um conjunto restrito de pessoas ligadas entre si por constantes de tempo e espaço, articuladas porsua mútua representação interna, que se propõe de forma explícita ou implícita uma tarefa a qual constitui sua finalidade, interatuando através de complexos mecanismos de atribuição e assunção de papeis.”.
Lane aponta para a tradição biológica da psicologia como um dos maiores entraves para o estudo do comportamento social dos indivíduos, o que não significa a negação do biológico, mas daconcepção que decorre desta tradição, onde o ser humano é visto como possuidor de uma existência abstrata, única, isolada de tudo e de todas.
O indivíduo, na sua relação com o ambiente social, interioriza o mundo como realidade concreta, subjetiva, na medida em que é pertinente ao indivíduo em questão, e que por sua vez se exterioriza em seus comportamentos. Esta interiorização-exteriorização obedece auma dialética em que a percepção do mundo se faz de acordo com o que já foi interiorizado, e a exteriorização do sujeito no mundo se faz conforme sua percepção das coisas existentes.
Cabe a psicologia apreender como se dá esta internalização da realidade concreta e como ela faz a mediação na determinação dos comportamentos do indivíduo.
O ponto inicial do processo se dá a partir do nascimento dohomem, sem condições físicas que permitam a sua sobrevivência isoladamente, o que exige uma disponibilidade para a sociabilidade, para tornar-se membro de uma sociedade. A introdução do homem na sociedade é realizada pela socialização, inicialmente a primária e posteriormente a secundária.
Na nossa sociedade, a socialização primária ocorre dentro da família, e os aspectos internalizados serãoaqueles decorrentes da inserção da família numa classe social, através da percepção que seus pais possuem do mundo, e do próprio caráter institucional da família.
A socialização secundária decorre da própria complexidade existente nas relações de produção, levando o indivíduo a internalizar as funções mais específicas das instituições, as subdivisões do mundo concreto e as representações ideológicasda sociedade, de forma a incorporar uma visão de mundo que o mantenha “ajustado” e, alienado das determinações concretas que definem suas relações sociais.
Em termos históricos, parece ser necessário que o assumir papéis seja questionado pelo grupo, e sua negação só ocorrerá na medida em que os indivíduos tomem consciência das determinações históricas, inerentes aos papéis e aos indivíduos.
Aprodução seria a própria ação grupal, que se dá pela participação de todos, seja em torno de uma tarefa, seja visando um objetivo comum.
A antiguidade de um membro no grupo lhe atribui poder e direitos sobre os demais, poder este que é ideologizado em termos de “experiência, sabedoria, títulos e mesmo dedicação, seriedade etc.”.








Família, emoção e ideologia.

Por ser a...
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