Principais distinções existentes entre as visões Liberal e Marxista

Disponível somente no TrabalhosFeitos
  • Páginas : 6 (1484 palavras )
  • Download(s) : 0
  • Publicado : 3 de agosto de 2013
Ler documento completo
Amostra do texto
Ao longo de séculos, a civilização ocidental vem recorrentemente colocando-se questões relativas ao Estado, ao exercício do poder e às relações entre Estado e sociedade. No pensamento político existem duas matrizes que dirigem essas discussões e ideologias, são elas: a Liberal, pensadas pelos filósofos iluministas, no século XVII, e economistas clássicos, no século XVIII, e a Marxista, inspiradanas ideias de Karl Marx, crítico contundente do pensamento político, filosófico, sociológico, antropológico e econômico.
De acordo com o sociólogo alemão Max Weber, o que caracteriza o Estado é o monopólio do exercício legítimo da força em uma sociedade. Em todos os regimes, democráticos ou não, a força do governo dependerá também da sua capacidade de identificar necessidades e anseios sociais etransformá-los em políticas públicas que produzam resultados na sociedade. O termo governança surgiu para que o foco deixe de ser a capacidade interventora e indutora do Estado e passa a se concentrar no seu papel de coordenador dos diversos esforços – públicos e privados – para produzir benefícios coletivos
Repensar as relações entre Estado e sociedade foi a questão central dos filósofosiluministas, à qual a teoria econômica clássica introduziu um novo conceito que veio para ficar: o de mercado e existe uma relação intrínseca entre Estado e mercado, onde o mercado pode ser conceituado como um sistema de trocas do qual participam agentes e instituições interessados em vender ou comprar um bem ou prestar ou receber um serviço. Para Adam Smith, o mercado é regido por leis que estãoassociadas ao caráter egoísta do ser humano passando o mercado a ser então um mecanismo auto regulável, que dispensaria a intervenção estatal, pois a lei da oferta e da demanda seria suficiente para regular as quantidades e preços de bens e serviços em uma sociedade. Assim, ao Estado caberia apenas assegurar a concorrência. Da adequada relação entre Estado e mercado dependeriam o crescimento econômico eo bem-estar social.
No entanto, esse ponto de equilíbrio entre liberdade econômica e intervenção do Estado nunca foi encontrado, com as relações entre o Estado e o mercado nas sociedades capitalistas criou um movimento pendular em que o Estado encontra-se à esquerda e o mercado á direita, regulando as relações sociais, e quando o pêndulo chega ao ponto máximo à direita e os mecanismos de mercadomostram-se insuficientes para estimular o investimento provado, o desenvolvimento econômico e o bem-estar social, a sociedade começa a inclinar-se à esquerda, buscando cada vez mais a intervenção do Estado como forma de corrigir as falhas de mercado ou quando o pêndulo chega ao seu ponto máximo à esquerda e a intervenção do Estado na regulação da vida social e econômica não se mostra mais capazde promover o crescimento econômico e o bem-estar dos indivíduos – passando a ser percebido como um empecilho ao investimento privado, que é a condição necessária para a expansão econômica nas sociedades capitalistas, tem início a movimento oposto da sociedade em direção à direita, com a retenção do estado em favor dos mecanismos de regulação de mercado.
O mercado é um mecanismo eficiente naprodução e acumulação de riquezas, porém, requer sempre certo grau de intervenção do Estado para poder evitar a sua autodestruição e pensando estas relações entre mercado e Estado é que se desenvolveram duas matrizes das ideias teóricas para esta interpretação: a liberal e a marxista. O liberalismo se estruturou em oposição ao poder absoluto exercido pelas monarquias hereditárias na Europa, que tinhamno direito divino a sua legitimidade. O marxismo se estruturaria como uma crítica e alternativa à sociedade moderna.
A formação da matriz do pensamento liberal ocorre entre os séculos XVII e XVIII com os discursos dos pensadores Jusnaturalistas, onde estes filósofos buscaram no indivíduo a origem do Direito e da ordem política legítima, nomes de pensadores como Thomas Hobbes, John Locke,...
tracking img