Primeiros socorros

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  • Publicado : 16 de dezembro de 2012
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CONVULSÃO E EPILEPSIA
Nosso cérebro contém bilhões de neurônios que se comunicam e exercem suas funções através da geração constante de impulsos elétricos. A crise convulsiva, ou crise epilética, surge quando ocorre um distúrbio na geração destes impulsos elétricos cerebrais, normalmente causadas por uma temporária atividade elétrica que é desorganizada, excessiva e repetida. Se este distúrbioelétrico ficar restrito a apenas um grupo de neurônios, o paciente apresentará uma crise convulsiva parcial (crise epilética parcial). Se estes impulsos anômalos se espalharem, atingindo os dois hemisférios cerebrais, teremos, então, uma crise convulsiva generalizada.
Damos o nome de epilepsia quando o paciente apresenta mais de 1 episódio de crises convulsivas parciais ou generalizadas, sem quese identifique uma causa óbvia e reversível como drogas, febre ou alterações metabólicas. Por exemplo, uma pessoa que consumiu bebidas alcoólicas em excesso e apresenta um quadro de crise convulsiva, não é considerado epilético. 
Epilético é aquele paciente que apresenta alguma alteração cerebral que o predispõe a desenvolver periodicamente crises convulsivas, sem que haja alguma agressão aocérebro para desencadeá-la. Portanto, nem toda crise convulsiva é causada por um quadro de epilepsia.
Podemos citar algumas doenças e alterações que podem provocar crise convulsiva sem que se caracterizem como um quadro de epilepsia:

- Meningite
- Febre
- Drogas
- Hipoglicemia
- Anóxia (falta de oxigênio)
- Traumas
- Desidratação grave
- Insuficiência renal avançada
- Alteraçõeshidreletrolíticas (alterações nos níveis dos sais minerais no sangue, como o sódio, por exemplo).

Só é considerado portador de epilepsia, o paciente que já apresentou mais de um episódio de crise convulsiva sem causa aparente. 

Tipos de crise convulsiva 

Quando falamos em crise convulsiva, convulsão ou ataque epilético, logo vem à nossa cabeça aquela assustadoraimagem de um paciente se debatendo todo, babando, com os olhos revirados e com movimentos anárquicos dos membros. Na verdade, isto representa uma crise convulsiva generalizada, chamada de crise convulsiva tônico-clônica. É apenas um dos vários tipos de crise convulsiva existentes. 

As crises convulsivas (crises epiléticas) são divididas em dois grupos: crise convulsiva parcial ecrise convulsiva generalizada.

Crise convulsiva parcial

A crise epilética parcial é aquela que ocorre quando os impulsos elétricos anômalos ficam restritos a apenas uma região do cérebro. 

É chamada de crise epilética parcial simples, aquela que ocorre sem alteração do nível de consciência do paciente. Os sintomas podem ser sutis e dependem da área cerebralafetada. Alguns sintomas que podem ocorrer na crise epilética parcial simples são:

- Movimentos involuntários de parte do corpo
- Alterações sensoriais como do paladar, audição, visão ou olfato.
- Alucinações 
- Alterações na fala
- Vertigens
- Sensação de estar fora do corpo

Muitas vezes os sintomas destas crises parciais simples são tão sutis que o diagnóstico é difícil deser pensado, até mesmo para o paciente. Às vezes são confundidos com doenças psiquiátricas. 
Nas crises epiléticas parciais complexas, o quadro clínico é mais rico. Ao contrário das crises parciais simples onde o paciente tem plena noção do que está acontecendo, nas crises complexas, o paciente não tem a menor consciência do que está fazendo. Em geral, uma crise parcial complexa é precedida poruma crise parcial simples, recebendo esta o nome de aura. É uma espécie de aviso que a convulsão está chegando. 
Na crise convulsiva parcial complexa o paciente normalmente apresenta comportamentos e movimentos repetidos tipo beijos, mastigações, andar em circulo, olhar fixo, ficar puxando a roupa, virar a cabeça para um lado e para o outro, esfregar as mãos etc. Tudo de modo...
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