Primavera arabe

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Afinal, o que é Primavera Arabe?
05:23  EU BRASIL, ELE EGITO  10 COMMENTS
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Páises que fazem parte da Primavera Arabe |

O que é?
 Os protestos no mundo árabe em 2010-2011, também conhecido como aPrimavera Árabe, uma onda revolucionária de manifestações e protestos que vêm ocorrendo no Oriente Médio e no Norte da África desde 18 de dezembro de 2010. Até a data, tem havido revoluções naTunísia e no Egito, uma guerra civil na Líbia; grandes protestos na Argélia, Bahrein, Djibuti, Iraque, Jordânia, Síria, Omã e Iémen e protestos menores no Kuwait, Líbano, Mauritânia, Marrocos, Arábia Saudita, Sudão e Saara Ocidental. Os protestos têm compartilhado técnicas de resistência civil em campanhas sustentadas envolvendo greves, manifestações, passeatas e comícios, bem como o uso das mídiassociais, como Facebook, Twitter e Youtube, para organizar, comunicar e sensibilizar a população e a comunidade internacional em face de tentativas de repressão e censura na Internet por partes dos Estados.

PRIMAVERA ARABE - ESPECIAL TV CULTURA
 

Evolução

A Primavera Árabe, como o evento se tornou conhecido, apesar de várias nações afetadas não serem parte do "Mundo árabe", foi provocadopelos primeiros protestos que ocorreram na Tunísia em 18 de Dezembro de 2010, após a auto-imolação de Mohamed Bouazizi, em uma forma protesto contra a corrupção policial e maus tratos. Com o sucesso dos protestos na Tunísia, uma onda de instabilidade atingiu a Argélia, Jordânia, Egito e o Iêmen, com os maiores, mais organizadas manifestações que ocorrem em um "dia de fúria". Os protestos tambémtêm provocado distúrbios semelhantes fora da região.

Até à data, as manifestações resultaram na derrubada de três chefes de Estado: o presidente da Tunísia, Zine El Abidine Ben Ali, fugiu para a Arábia Saudita em 14 de janeiro, na sequência dos protestos da Revolução de Jasmim; no Egito, o presidente Hosni Mubarak renunciou em 11 de Fevereiro de 2011, após 18 dias de protestos em massa,terminando seu mandato de 30 anos; e na Líbia, o presidente Muammar al-Gaddafi, morto em tiroteio após ser capturado no dia 20 de outubro e torturado por rebeldes, arrastado por uma carreta em público, morrendo com um tiro na cabeça. Durante este período de instabilidade regional, vários líderes anunciaram sua intenção de renunciar: o presidente do Iêmen, Ali Abdullah Saleh, anunciou que não iria tentar sereeleger em 2013, terminando seu mandato de 35 anos. O presidente do Sudão, Omar al-Bashir também anunciou que não iria tentar a reeleição em 2015, assim como o premiê iraquiano, Nouri al-Maliki, cujo mandato termina em 2014, embora tenha havido manifestações cada vez mais violentas exigindo a sua demissão imediata. Protestos na Jordânia também causaram a renúncia do governo, resultando naindicação do ex-primeiro-ministro e embaixador de Israel, Marouf Bakhit, como novo primeiro-ministro pelo rei Abdullah.

A volatilidade dos protestos e as suas implicações geopolíticas têm chamado a atenção global com a possibilidade de que alguns manifestantes possam ser nomeados para o Prêmio Nobel da Paz de 2011.

SITUAÇÃO POR PAIS

██ Revolução
██ Mudanças no governo
██ Conflito armado██ Grandes protestos
██ Pequenos protestos

 A MORTE DE KADAFI

Oito meses de luta na Líbia deram a falsa impressão de que a Primavera Árabe estagnara. Mas o fim de Muamar Kadafi, dia 20, e as bem-sucedidas eleições na Tunísia, dia 23, além de outros desdobramentos, mostram a força dos movimentos em favor da liberdade e da democracia na região.
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Kadafi - Rebeldes anti-Kadafi - Obama |
APrimavera Árabe começou na Tunísia em janeiro, e o país foi o primeiro a realizar eleições democráticas: seus cidadãos já determinam o futuro. Um importante sinal de que a Líbia afinal será dos líbios foi a decisão do Conselho de Segurança da ONU de encerrar no dia 31 a missão da Otan no país. No Egito, que se livrou em fevereiro de 30 anos da ditadura de Mubarak, após 18 dias de protestos...
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