Primavera arabe

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  • Publicado : 30 de novembro de 2012
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Introdução
‘’Primavera Árabe’’ e uma onda de protestos, revoluções e revoltas popular contra os governos do mundo árabe que nasceu em 2010. O real motivo dos protestos é o agravamento da situação dos países, provocado pela crise econômica e pela falta de democracia. A população sofre com as elevadas taxas de desemprego e o alto custo dos alimentos e pede melhores condições de vida.A Primavera Árabe

Em dezembro de 2010 um jovem tunisiano incendiou ao próprio corpo como forma de manifestação contra as condições de vida no país no qual morava. Ele não sabia, mas o ato desesperado, que acabou com a própria vida, daria consequência ao que, mais tarde, viria a ser chamado de Primavera Árabe. Protestos se espalharam pelaTunísia, levando o presidente ‘Zine el-Abdine Ben Ali’ a fugir para a Arábia Saudita. Ben Ali estava no poder desde novembro de 1987.
O termo Primavera Árabe, como o evento se tornou conhecido, apesar de várias nações afetadas não fazerem parte do "Mundo árabe" e de ter-se iniciado durante o inverno do hemisfério norte é uma alusão à ‘Primavera de Praga’. Começou com os primeiros protestos queocorreram na Tunísia em Dezembro de 2010, após a auto-imolação de Mohamed Bouazizi, em uma forma protesto contra a corrupção policial e maus tratos. Com o sucesso dos protestos na Tunísia, uma onda de instabilidade atingiu a Argélia, Jordânia, Egito e o Iêmen, com os maiores, mais organizadas manifestações que ocorrem em um "dia de fúria". Os protestos também provocaram distúrbios semelhantesfora da região.
Até à data, as manifestações resultaram na derrubada de três chefes de Estado: o presidente da Tunísia Zine El Abidine Ben Ali, que fugiu para a Arábia Saudita em janeiro, na sequência dos protestos da Revolução de Jasmim; no Egito, o presidente Hosni Mubarak renunciou em 11 de Fevereiro de 2011, após 18 dias de protestos em massa, terminando seu mandato de 30 anos; e na Líbia, opresidente Muammar al-Gaddafi, morto em tiroteio após ser capturado no dia 20 de outubro e torturado por rebeldes, arrastado por uma carreta em público, morrendo com um tiro na cabeça. Durante este período de instabilidade regional, vários líderes anunciaram sua intenção de renunciar: o presidente do Iêmen, Ali Abdullah Saleh, anunciou que não iria tentar se reeleger em 2013, terminando seu mandatode 35 anos. O presidente do Sudão, Omar al-Bashir também anunciou que não iria tentar a reeleição em 2015,assim como o premiê iraquiano, Nouri al-Maliki, cujo mandato termina em 2014, embora tenha havido manifestações cada vez mais violentas exigindo a sua demissão imediata. Protestos na Jordânia também causaram a renúncia do governo,resultando na indicação do ex-primeiro-ministro e embaixadorde Israel, Marouf Bakhit, como novo primeiro-ministro pelo rei Abdullah.
A volatilidade dos protestos e as suas implicações geopolíticas têm chamado a atenção global com a possibilidade de que alguns manifestantes tenham sidos nomeados para o Prêmio Nobel da Paz de 2011.



















Mapa: Situação por país


Governo derrubado

Desordemcivil sustentada e mudanças governamentais

Protestos e mudanças governamentais

Grandes protestos

Protestos menores

Protestos fora do mundo árabe














Fundamento

A revolução democrática árabe é considerada a primeira grande onda de protestos democráticos no mundo árabe no século XXI. Os protestos, de índolesocial e, no caso de Túnis (é a capital da Tunísia e da província homónima) apoiada pelo exército, foram causados por fatores demográficos estruturais, condições de vida duras promovidas pelo desemprego, ao que se aderem os regimes corruptos e autoritários revelados pelo vazamento de telegramas diplomáticos dos Estados Unidos divulgados pelo Wikileaks (é uma organização transnacional sem fins...
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