Preservativos

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MINISTÉRIO DA SAÚDE
FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ
ESCOLA NACIONAL DE SAÚDE PÚBLICA
DEPARTAMENTO DE ENDEMIAS SAMUEL PESSOA

PRESERVATIVOS MASCULINO E FEMININO:
NOVAS E VELHAS NEGOCIAÇÕES

Maria Amélia Lobato Portugal

Orientadora: Elizabeth Moreira dos Santos

Rio de Janeiro
2003

MINISTÉRIO DA SAÚDE
FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ
ESCOLA NACIONAL DE SAÚDE PÚBLICA
DEPARTAMENTO DE ENDEMIAS SAMUELPESSOA

PRESERVATIVOS MASCULINO E FEMININO:
NOVAS E VELHAS NEGOCIAÇÕES

Maria Amélia Lobato Portugal

Tese apresentada à Escola Nacional de Saúde Pública da Fundação
Oswaldo Cruz como requisito parcial para a obtenção do
título de Doutor em Saúde Pública

Orientadora: Elizabeth Moreira dos Santos

Rio de Janeiro
2003

A todos que batalham para manter acesa
a emoção da utopia daprevenção as DST/aids.

AGRADECIMENTOS

À Elizabeth Moreira dos Santos, orientadora e parceira de reflexões, leituras e avanços.
A confiança depositada e as críticas foram relevantes neste processo.
À Ângela Nobre de Andrade, segunda orientadora, pessoa que prontamente aceitou com
delicadeza o convite para colaborar com um processo já bastante consolidado. Sua
participação foi de grandeimportância.
Aos membros da banca que generosamente colaboraram para o aprimoramento deste
produto, para minhas reflexões e (auto)críticas. A competência e rigor das leituras
críticas valorizaram meu texto.
Aos sujeitos da pesquisa que aceitaram os riscos e benefícios das entrevistas. As trocas
estabelecidas foram preciosas e frutíferas. Em mim, “verdades” da prevenção foram
revisadas emversão carne e osso. A eles meu respeito e solidariedade.
A todos que compreenderam e colaboraram.
À minha “anja” alegremente presente quando necessário.
À equipe do Centro de Referência DST/aids da Prefeitura Municipal de Vitória (ES)
pelo apoio institucional, acolhida e colaboração.
À Coordenação Estadual de DST/aids do Espírito Santo pelo apoio e acessos
disponibilizados.
À CAPES pela bolsaconcedida.

“É aquele cara saudável, bonitinho e tal, saradinho, aquela menina a
mesma coisa: no primeiro momento é exatamente isso, você não
conhece ninguém! E dizer para a pessoa: ‘assim como você deve ter lá
no fundo um segredo, ultraguardado, que você não vai falar para
ninguém, nem para o seu marido! Eu também tenho os meus que eu não
vou falar para ninguém, nem para minha mulherquando eu tiver. Esse
segredo pode ser isso! Então, use camisinha’” (Gilson).
“Você só dizer ‘eu só fico com você’, não é o suficiente para não usar
mais [camisinha]. Tem que ter uma certeza de como é que está a sua
saúde. (...) Igual no caso meu com meu parceiro, nós fizemos o processo
ao contrário. Nós teríamos que ter feito essa pesquisa de saúde primeiro,
para depois suspender” (Valdete).“O certo seria em todas as relações” (Rosana).
“Ninguém usa camisinha porque gosta, usa por proteção” (Rose).
“Não, sem camisinha não! Tem que ser com camisinha! O mundo está de
cabeça para baixo!” (Eveline).

RESUMO
Esta tese tem por objetivo identificar e analisar aspectos decorrentes da introdução do
preservativo feminino na complexa dinâmica da negociação da prevenção da
transmissãoheterossexual das Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) e em
especial do vírus HIV. Buscou-se responder a questões, como por exemplo, se o
dispositivo influencia (ou não) as negociações sexuais entre homens e mulheres, e de
que maneira(s) isso ocorre. Visa-se explorar o possível potencial do produto para
comunicação e negociação, investigando-se até que ponto trata-se de um artefatotecnológico que cria condições favoráveis à adoção de práticas sexuais seguras. O
preservativo feminino, único método de barreira de dupla proteção, ou seja,
contraceptivo e preventivo à transmissão das DST controlado, ou iniciado pelas
mulheres, configura avanço dentro da pequena disponibilidade existente de métodos de
prevenção. O produto vem sendo comercializado no país desde 1997, e distribuído...
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