Preconceito linguistico

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  • Publicado : 24 de outubro de 2011
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1. Um festival de asneiras
Nesta parte o autor, Marcos Bagno, se refere ao livro “Não erre mais!”, de Luis Antonio Sacconi. O autor discorre sobre a perpetuação de preconceitos advindos da interpretação do autor desse livro sobre o uso da língua portuguesa.
O livro tenta ensinar coisas inúteis, tais como falar corretamente o nome inglês do carro que já não se fabrica mais (Monza Classic SE) etambém das siglas FNM e DKV, já extintas também. Entre outros preconceitos, o livro aborda “erros” cometidos por uma só pessoa, erros esses que não podem ser generalizados e imputados como um erro do povo em geral.
O que salta mais aos olhos nesse livro “Não erre mais!”, são as inúmeras expressões preconceituosas que fazem parte do mesmo. Ao dizer que nada tem que ver com desprezo ou menosprezoaos ignorantes, o próprio uso do termo “ignorante”, por si só, já constitui um sinal desse desprezo ou menosprezo. Ao ler o livro descobre-se que todos, com exceção do autor, são ignorantes. Todos são “criticados” no que tange ao conhecimento da língua: jornalistas, autores de dicionários, integrantes da Academia Brasileira de Letras, etc.. Sacconi faz questão de ofender outros segmentossociais quando critica a forma rever “peãozada” e aconselha os peões a “que tenham o bom-senso de trocar essa forma para “peonada”, quando forem escrever, se é que escrevem...”.
Fala também da forma dos erros na maneira de escrever dos caminhoneiros. Mas escreve em seguida com a ironia: “Caminhoneiros, contudo, incansáveis trabalhadores, merecem todo o perdão do mundo...
Sacconi condena o uso depalavras que são perfeitamente aceitáveis e que fazem parte das transformações normais da língua e que ocorrem com o passar dos tempos. Sua obsessão em atribuir a Bahia e aos pobres escravos africanos uma série de variantes do português do Brasil, mostra bem sua desinformação acerca das noções de sociolingüística.
2. A falta de estilo de Josué
Aqui, Marcos Bagno fala do livro “Manual da Faltade estilo”, de Josué Machado, o qual, segundo nosso autor, tenta dar lições do seu “bom português” recorrendo a piadas grosseiras, usando um humor extremamente preconceituoso. Em seu discurso purista e ignorante, ele se refere a “erro tosco”, ignorância”, “pecado”, “abuso e corrupção”. Censura dicionaristas e gramáticos famosos, julgando-se mais autorizado para dizer o que é certo e errado.Denuncia erros cometidos por escritores famosos, tal como Machado de Assis, sobre o qual escreveu: “Mas quem foi que disse que o Machadão não pisou no tomate da distração?”
Ao tratar de temas e personagens nordestinos, Josué Machado o faz com ironia, tal como esse comentário feito pelo mesmo: [...] é como separar a mãe do filho ou o pefelê (PFL) do poder, dito “pudê” por eles lá.
Ao criticar textosjornalísticos chamando-os de “AIDS idiomática, esse autor desconsidera o grave problema de saúde pública que é a AIDS, e desrespeita o sofrimento de milhões de seres humanos infectados pela doença.
Josué, ao comentar e se solidarizar com as palavras do ex-ditador brasileiro, João Batista Figueiredo, expressa sem rodeios sua atitude elitista e preconceituosa em relação aos menos favorecidos. Assimele escreveu: “Quem já viajou de ônibus ou trens de arrabalde, um e outro lotado, mesmo no começo do dia, pode concluir sem exitar que o cheiro de herbívoros tratados com aveia é bem melhor do que o dos carnívoros sem banho, que usam desodorante vencido ou não o usam. No fim do dia então...”
3. Bethoven não é dançado!
Última investigação da presença “epidêmica” do preconceito linguísticoanalisou-se o material constituído de coluna de jornal chamada “Dicas de Português”, de autoria de Dad Squarisi, que nos últimos anos vem escrevendo algumas das coisas mais estúpidas jamais ditas acerca da língua portuguesa em sua história.
O texto “Português ou Caipirês?” foi reproduzido tal como publicado no Diário de Pernambuco datado de 15 de novembro de 1998, já que havia sido estampada...
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