Preconceito linguistico

Disponível somente no TrabalhosFeitos
  • Páginas : 7 (1609 palavras )
  • Download(s) : 0
  • Publicado : 22 de novembro de 2012
Ler documento completo
Amostra do texto
RESENHA DESCRITIVA
SOBRE O LIVRO “PRECONCEITO LINGUÍSTICO / MARCOS BAGNO”.
TÍTULO: O PRECONCEITO NA UTILIZAÇÃO DA LÍNGUA E SUAS RELAÇÕES
SOCIAIS.
NOME: MOISÉS MOREIRA GONÇALVES
INSTITUIÇÃO: CENTRO UNIVERSITÁRIO METODISTA IZABELA HENDRIX
E-MAIL: moises.moreiragoncalves@yahoo.com.br
Marcos Araujo Bagno nasceu em Minas Gerais na cidade de Cataguases, formouse em Letras e como Mestre emLingüística pela Universidade Federal do Pernambuco,
obteve sua pós graduação de Doutorado em Língua Portuguesa e em Filologia pela USP
(Universidade de São Paulo), e exerce a função de professor no Departamento de
Lingüística do Instituto de Letras da Universidade de Brasília. Como tradutor, lingüista
e escritor investiga as relações da Língua Portuguesa e a aplicação da mesma nas
instituições deensino no que tange as questões socioculturais através de pesquisas,
divulgações cientificas e mais de trinta livros publicados.
Tornou-se militante contra a discriminação social disseminada através dos mitos e
preconceitos presentes na aplicação e utilização da língua portuguesa; ao ministrar
algumas palestras no ano de 1998 a respeito desse tema escreveu o livro publicado pela
Editora Loyola(Preconceito Lingüístico – O que é, como se faz), obra na qual nos
auxilia a separar a língua da gramática normativa.

Através do livro Preconceito Lingüístico - O que é, como se faz, Marcos Bagno
apresenta a realidade atual da Língua Portuguesa e como desconstruir os mitos e
preconceitos em torno dela.

A organização e apresentação da Obra em sua 16ª edição esta articulada em quatropartes:
I - A mitologia do Preconceito Lingüístico.
II - O circulo vicioso do Preconceito Lingüístico.
III- A desconstrução do Preconceito Lingüístico.
IV- O preconceito contra a Lingüística e os lingüistas.
- Além das “Primeiras Palavras” do autor (introdução), uma Carta a revista
Veja e as referencias da obra.

I - A mitologia do Preconceito Lingüístico.
Por uma razão cultural, o portuguêsfalado no Brasil possui particularidades e
variações, em que as instituições de ensino por não analisar a “Questão Social”, ou seja,
as injustiças conseqüentes da exclusão social erram ao tentar impor a “norma culta”
como algo de acessibilidade uniforme para todos. Um exemplo é o fato de que as
diretrizes normativas que regulamentam as relações sociais do Estado Brasileiro não sãocompreendidas por grande parte da população que, cada vez mais, torna-se alienada dos
seus direitos a começar pela linguagem em que tais direitos são descritos.
O que se confunde é a diversidade cultural presente entre Brasil e Portugal,
originando uma variação em relação ao português brasileiro e português lusitano, e a
grande diferença entre gramática normativa e língua. Alguns professores culpam osalunos por não compreenderem as regras gramaticais, mas a realidade não interpretada
por esses profissionais é que o Brasil possui uma população muito maior que Portugal,
trazendo assim uma maior variação da língua que “não se estagna, sem sofrer
mudanças ao longo dos anos”.
Através da gramática tenta-se normatizar a língua embasando-se em protótipos
divergentes da realidade. As normasportuguesas são desproporcionais no que tangem
as experiências dos brasileiros com a língua e que muitas vezes recebem uma formação
escolar tão oposta ao relacionamento que se tem no cotidiano com a língua, aumentando
assim os índices de “analfabetismo funcional”.
A manifestação da língua fora dos “dogmas gramaticais” expostos pelo autor como
um “triangulo = escola – gramática – dicionário”, é vistacomo atitude “heresiática”.
Com esse viés é propagada e ridicularizada de maneira tendenciosa e preconceituosa
através de representações da teledramaturgia, como por exemplo personagens
nordestinos sempre inclusos nos núcleos cômicos das tramas.
Marcos Bagno debate a idéia de centralização da língua que visa caracterizar uma
região como a “melhor ou pior”. Através de observações em...
tracking img