Povos da floresta

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Povos da floresta

Quilombolas, indígenas, e ribeirinhos.

Conceito da comunidade tradicional
Comunidades tradicionais estão relacionadas com um tipo de organização econômica e social com reduzida acumulação de Capital, não usando força de trabalho assalariado. Nelas produtores independentes estão envolvidos em atividades econômicas de pequena escala, como agricultura e pescacoleta e artesanato. Economicamente, portanto, essas comunidades se baseiam no uso dos recursos naturais renováveis (...). Seus padrões de consumo, baixa densidade populacional e limitado desenvolvimento tecnológico fazem com que sua interferência no meio ambiente seja pequena...

Comunidades quilombos

Quilombolas são descendentes de africanos escravizados que mantêmtradições culturais, de subsistência e religiosas ao longo dos séculos. Maria Isabel explica uma das funções da Fundação Cultural Palmares é formalizar a existência destas comunidades, assessorá-las juridicamente e desenvolver projetos, programas e políticas públicas de acesso à cidadania. “Uma das ações após a certificação é a regularização fundiária das terras dos quilombolas”, exemplifica.Atualmente, no Ceará, 36 comunidades já receberam a certificação de área quilombola.
Os quilombos tenham sido constituídos antes ou após a abolição formal da escravatura, ou há algumas décadas, conformam espaços de liberdade, territórios que não se coadunam com relações de subordinação. O seu reconhecimento não está relacionado com uma datação histórica especifica, e não se materializa maispelo isolamento geográfico nem pela homogeneidade biológica dos seus habitantes.
O Decreto 4887, de 20 de novembro de 2003, que regulamenta o procedimento para identificação, reconhecimento, delimitação, demarcação e titulação das terras ocupadas por remanescentes das comunidades dos quilombos de que trata o art. 68 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias2, em seu art. 2°,estabelece:
Consideram-se remanescentes das comunidades dos quilombos os grupos étnico-raciais, segundo critérios de auto- definição, com trajetória histórica própria, dotados de relações territoriais específicas, com presunção de ancestralidade negra relacionada com a resistência à opressão histórica sofrida.
As “comunidades remanescentes de quilombos” são, portanto, grupos sociaiscuja identidade étnica os distingue do restante da sociedade brasileira; sua identidade é base para sua organização, sua relação com os demais grupos e sua ação política.


Já se sabe da existência no Estado do Pará de 240 comunidades quilombolas. Acredita-se que muitas outras ainda serão identificadas.

À primeira vista pode causar estranheza a existência de número tãosignificativo de comunidades descendentes de quilombos no Pará em função da ideia bastante difundida de que na Amazônia a escravidão não teve tanta importância.

Embora o emprego da mão-de-obra negra na Amazônia não tenha alcançado as mesmas cifras que em outras regiões do país, teve uma grande importância para a economia local. Nas várias regiões do atual Estado do Pará, os escravos negros foramutilizados como mão-de-obra nas atividades agrícolas e extrativistas, nos trabalhos domésticos e nas construções urbanas.

A história da escravidão no Pará foi marcada pela resistência de negros e índios que buscaram a sua liberdade por meio da fuga, da construção dos quilombos e da participação na Cabanagem. Parte dessa história é contada neste site.

No século XXI, os descendentes dos quilombosprosseguem na trajetória de luta constante por seus direitos. O alvo principal agora é a titulação das suas terras duramente conquistadas.

Os homens e as mulheres quilombolas no Pará podem se orgulharem de suas várias conquistas. Foi no Pará, no município de Oriximiná, que pela primeira vez uma comunidade quilombola recebeu o título coletivo de suas terras, no ano de 1995. E é nesse Estado que...
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