Portifolio em grupo 3° semesntre sereviço social

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SUMÁRIO

INTRODUÇÃO 3

DESENVOLVIMENTO Erro! Indicador não definido.

CONCLUSÃO 9

REFERÊNCIAS Erro! Indicador não definido.

INTRODUÇÃO

No dia 12 de junho de 2000, um homem tentou assaltar os passageiros de um ônibus no Jardim Botânico, na cidade do Rio de Janeiro. Em pouco tempo o veículo foi cercado pela polícia e pela imprensa, impedindo o rapaz de escapare transformando um simples caso de roubo em seqüestro. O acontecimento poderia ter passado despercebido, não fosse pela presença da televisão, que acompanhou o fato durante quase cinco horas, transmitindo-o ao vivo para milhões de brasileiros.
O episódio foi retomado pelo cineasta José Padilha em seu documentário Ônibus 174 (Padilha, 2002), uma das mais vigorosas realizações docinema nacional contemporâneo. O diretor, ao nos apresentar o principal protagonista do evento – o seqüestrador Sandro Rosa do Nascimento – utilizou determinadas estratégias estéticas que nos permitem analisar a trajetória de Sandro sob a ótica da humilhação social como problema político.
Um dado que devemos mencionar logo de início e que acreditamos ser fundamental para a análise dofilme é que o espectador é um elemento capital na equação do documentário de Padilha. Fazemos esta afirmação porque o diretor emprega elementos da narrativa cinematográfica em sua realização que levam o público para dentro da obra. O filme é sobre Sandro e também sobre nossa relação com ele como espectadores e sujeitos sociais.

Desenvolvimento

A concentração de renda e aconseqüente desigualdade social são problemas brasileiros de difícil reversão e também motivos de miséria, violência e criminalidade. Não podemos ignorar o fato de que o Brasil carece de condições realmente humanas de vida para expressiva parte da população, da qual fazia parte Sandro
O filme ônibus 174 é mais um filme que mostra a criminalidade, a desigualdade social e seu possível efeitosno país, a situação de Sandro é única no Brasil, A sociedade fecha os olhos para os meninos de rua, que são largados à margem da população e assim esquecidos pelo mundo. É triste saber que somente através de uma dramatização que muitas pessoas conseguem compreender e se indignar com a questão social do país.
A falta da base familiar foi só o começo da vida sofrida de Sandro Dias doNascimento que, ainda muito novo, foi morar na rua como mendigo. A falta de acolhimento seja familiar, seja social, seja governamental, fez com que em meio a outros iguais desamparados, Sandro embarcasse em um sistema cruel: o da violência urbana nas grandes cidades.
A desigualdade de oportunidades, de renda, de direitos, de assistência, de acesso à educação, ao lazer, a cultura, adegradação da auto-estima, a falta de reconhecimento, valor, de visibilidade e até mesmo, de afeto, é algo que nos leva a refletir neste documentário.
Como podemos criticar aqui, a questão do desamparo social e do capitalismo cruel que não engloba em seu sistema um lugar para os direitos sociais, porque não está interessado em vidas, mas em acúmulo de riquezas. Assim como os políticosbrasileiros que diante de uma nação com tão grande potencial, lavam as mãos para as questões de direitos básicos do cidadão e justificam o desamparo social quase que como uma coisa natural, fazendo-nos acreditar na impossibilidade e pensar que seguridade social está ligada apenas a proteção policial.
A expressão “questão social” foi escolhida para nomear esta categoria de análise,pois possui um significado que abrange todos os fatores expostos nas falas dos sujeitos analisados. Este conceito amplo engloba todos os pontos que constroem a categoria.
Esta categoria é utilizada também por ser matéria comum ao Serviço Social, que tem a “questão social” como seu foco de intervenção, estando presente durante todo o curso. Dentre todos os fatores apresentados pelos...
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