Por uma geografia nova - fichamento

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Fichamento de citação do Capítulo I – A Crítica da Geografia. p. 13 a 26, do livro Por uma Geografia Nova.
SANTOS, Milton. Por uma Geografia Nova: Da crítica da Geografia a uma Geografia Crítica. São Paulo: Editora da USP, 2002.

Os Fundadores: As Pretensões Científicas
“De fato, a geografia oficial, foi “desde os seus começos” mais uma ideologia que foi uma filosofia, e isso não se deuapenas na Alemanha, mas um pouco pelo mundo inteiro.”
A Ideologia da Geografia
“A ideologia engendrada pelo capitalismo quando da sua implantação tinha que ser adequada às suas necessidades de expansão nos países centrais e na periferia. Esse era um momento crucial em que urgia remediar, ao mesmo tempo, o excesso de produção e o excesso de capitais, bem como sopitar as crises sociais e econômicasque sacudiram os países interessados.”
“[...] As necessidades em matérias-primas da grande indústria garantiram além-mar a abertura de minas e a conquista de terras que eram também utilizadas para a produção de alimentos necessários aos países então industrializados numa fase onde a divisão internacional do trabalho ganhava nova dimensão.”
“Diante da marcha triunfante do imperialismo, osgeógrafos dividiram seus pontos de vista. De um lado, aqueles que lutavam pelo advento de um mundo mais justo, onde o espaço seria organizado com o fim de oferecer ao homem mais igualdade e mais felicidade. [...] Por outro lado, aqueles que preconizaram claramente o colonialismo e o império do capital e aqueles, mais numerosos, que se imaginando humanistas não chegaram a construir uma ciência geográficaconforme a seus generosos anelos.”
“Nascida tardiamente como ciência oficial, a geografia teve dificuldades para se desligar, desde o berço, dos grandes interesses. Estes acabaram carregando-a consigo. Uma das grandes metas conceituais da geografia foi justamente, de um lado, esconder o papel do Estado bem como o das classes, na organização da sociedade e do espaço.”

A Geografia Colonial
“Autilização da geografia como instrumento de conquista colonial não foi uma orientação isolada, particular a um país. Em todos os países colonizadores, houve geógrafos empenhados nessa tarefa, readaptada segundo as condições e renovada sob novos artifícios cada vez que a marcha da História conhecia um inflexão.”
“A primeira cadeira francesa de geografia, estabelecida em Paris em 1809 e vaga com amorte de A. Himly coube a Vidal de La Blache em 1899. A segunda cátedra, criada em Paris em 1892, foi a de geografia colonial, ocupada por M. Dubois. A segunda dessa mesma matéria, criada em 1937, foi ocupada por Charles Robequian. Outras cadeiras de geografia colonial foram fundadas em Bordéus (1964), Aix-em-Provence e Estrasburgo, alem das que haviam sido criadas na Escola da França de além-mar,instalada em 1889.”
“[...] Vidal de La Blache, depois de haver dito que a conquista das distancias colocava o homem numa situação que jamais antes vivera, escreve: “Devemos nos congratular porque a tarefa da colonização, que constitui a glória de nossa época, seria apenas uma vergonha se a natureza pudesse ter estabelecido limites rígidos, em vez de deixar margem para o trabalho de transformaçãoou de reconstrução cuja realização está dentro do poder do homem”.”
O Determinismo e suas Sequelas
“As noções de determinismo, de região, de gênero de vida, de áreas culturais, aparentemente inocentes e disparatadas, seguem todas a mesma direção.”
“O moderno criador da noção de determinismo teria sido, segundo H. E. Barnes (1925, p. 49), o historiador H. T. Buckle, que procurava “uma teoriacientífica da História, um modelo”.”
“[...] É a G. Taylor (1936) que devemos concepções como, por exemplo, a que segue: “as relações comerciais, por razoes de ordem climática, se realizam mais na direção norte-sul que na direção leste-oeste...” Isso lembra Heródoto, quando dizia que “as nascentes do Nilo não eram habitáveis por causa do calor excessivo”...”
“[...] É fato que, ainda nos dias de...
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