Por uma arquitetura, le corbusier

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  • Publicado : 3 de outubro de 2012
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Em 1920-21, apareciam em Paris dez ou doze artigos, desde o primeiro número de “l’Espirit Nouveau”, sob assinatura de Le Corbusier, nome que se imprimia pela primeira vez por ocasião dessa pesquisa arquitetural.
Em 1924, em todos os países, “a arquitetura se ocupa da casa, da casa comum e habitual, para homens normais e comuns. Ela despreza os palácios. Eis um sinal dos tempos.”
Máquina demorar, essa é a nova definição das casas dessa nova era, máquina, era em que tudo é industrializado, tudo é feito de um rápido processo. Com um pleno funcionalismo, não é mais uma casa comum para o homem comum. Walter Gropius disse que “viver civilizadamente é viver racionalmente”. Onde tudo, desde os menores objetos até os maiores sejam industrializados racionalmente, em consequente a sua moradiaestaria civilizada.
O desprezo pelos palácios pode-se perceber a transição do começo para um novo tempo, onde deixa de lado o clero e a nobreza, ficamos então com a casa máquina – funcional.
Encontrar a casa ideal para o homem é simplesmente entender sua base, o convívio com o mundo, saber o que realmente ele entende por necessidade – sua funcionalidade – pelo menos era o termo que começavam aaceitar, mas como tudo arquitetura não é somente construção, funcionalidade, entender isto é simplesmente um passo pra saber o que o homem dessa nova era precisa para sentir em sua casa a sua moradia, seu lar. Era isso que precisamos entender pra propiciar uma arquitetura melhor, FUNCIONALIDADE, o universo, a civilização começa a impor isso para seus indivíduos, revolução industrial propiciou isto,então cá de nós arquitetos a enxergarmos.
[...] A aqueles que, absorvidos agora pelo problema da “máquina de morar” declaravam: “arquitetura é servir”, nós respondemos: “a arquitetura é emocionar”.

POR UMA ARQUITETURA

No primeiro capítulo do livro: ESTÉTICA DO ENGENHEIRO, ARQUITETURA pode-se perceber não só os elogios que Le Corbusier faz aos engenheiros, mas muito mais que isso, vê-se apreocupação do futuro da arquitetura, defendendo a sua classe profissional, há certa tentativa de chamar a atenção para que surja, sim surja, uma nova geração de arquitetos, aquela em que acompanha o processo de mudança da civilização.

“Os engenheiros são viris e saudáveis, úteis e ativos, morais e alegres. Os arquitetos são desencantados e desocupados, faladores ou lúgubre. É que em brevenão terão mais nada a fazer. Não temos mais dinheiro para construir monumentos históricos. Precisamos nos justificar.”
Com isso podemos identificar o quanto Le Corbusier queria que, nós arquitetos, aprendêssemos com os engenheiros, visto que esses atingem a harmonia através das “leis do cálculo” e consequentemente, adaptada à época, às “leis da economia”. Também podemos ver a sua crença na ciênciaexata, com isso alcançariam as formas “melhores” e mais “progressistas”.
“A arquitetura é uma das mais urgentes necessidades do homem, visto que a casa sempre foi o indispensável e primeiro instrumento que ele se forjou. Os instrumentos do homem marcam as etapas da civilização,... Os instrumentos procedem de aperfeiçoamentos sucessivos.”
Está aí, uma das mais certas afirmações de Le Corbusier, ohomem sentiu a necessidade da arquitetura, criar sua própria casa atendendo suas necessidades, o início da arquitetura veio quando o homem achou necessário se proteger do meio inóspito. Portanto, ao longo do tempo suas necessidades mudaram, ou até mesmo só aumentaram, e a arquitetura sofreu uma evolução, quando digo evolução é ao pé da letra, pois ela foi se adaptando ao longo do tempo de acordocom as exigências do homem.
Passando o tempo, seus instrumentos também tiveram modificações, então como todas as coisas, com o aperfeiçoamento de cada um, foram substituídos pelos seus sucessores. Podemos ver claramente ao longo do tempo a modificação estética e estrutural da arquitetura, porém seus valores, sua definição é praticamente a mesma, a casa continua sendo moradia, a igreja um local...
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