Por que envelhecemos?

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  • Publicado : 19 de março de 2013
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INTRODUÇÃO;


O presente trabalho tem como objetivo expor, explicar e argumentar ideias em torno da seguinte indagação: Por que envelhecemos?
Volta e meia o homem procura meios para retardar o processo de envelhecimento. Remédios, cremes, produtos em prol da “juventude eterna”. Sonha-se com o dia em que não morreremos mais de “morte morrida”.
Eis o ciclo da vida,incontestável: Nascer, reproduzir e morrer. Mas se para toda regra há uma exceção, poderíamos então encontrar uma forma de burlar tal sistema?
Por que envelhecemos? Quais fatores influenciam esse processo? A imortalidade existe? O que é, de fato, envelhecer? Questões que circundam pelo pensamento humano desde tempos passados e que nos servirão de base para contextualizar esse trabalho.

“Começamos aenvelhecer quando as lamentações tomam o lugar dos sonhos!”
(John Barrymore)

DESENVOLVIMENTO. Velhice;



Em muitas culturas e civilizações, a velhice é vista com respeito e veneração: representa a experiência, o valioso saber acumulado ao longo dos anos, a prudência e a reflexão. A sociedade urbana moderna transformou essa condição, pois a atividade e o ritmo acelerado da vidamarginalizam aqueles que não os acompanham.
Velhice é o último período da evolução natural da vida. Implica um conjunto de situações -- biológicas e fisiológicas, mas também psicológicas, sociais, econômicas e políticas -- que compõem o cotidiano das pessoas que vivem essa fase.
O que é, de fato, envelhecer?
Segundo LADISLAS, 1995, envelhecer é o conjunto de modificações morfológicas efisiológicas que aparecem como consequência da ação do tempo sobre os seres vivos que se traduz numa incapacidade progressiva do organismo para se adaptar às condições variáveis do seu ambiente.

A explicação evolutiva;


A teoria do Darwinismo diz que o ambiente atua como agente selecionador dos indivíduos mais aptos a partir da seleção natural, os quais poderão passar seus genes adiantepara seus descendentes. Quando envelhecemos há uma diminuição de nossa funcionalidade e fertilidade, e um aumento das chances de doenças e de morte. Então surge uma a dúvida: Por que o envelhecimento não foi extinto por seleção natural se tal processo torna o indivíduo menos apto a deixar descendentes e menos adaptado ao meio?
Segundo Alfred Russel Wallace, o envelhecimento favorece aespécie em detrimento do indivíduo, uma vez que diminui a competição e garante a renovação das populações. Cientistas do século XX, no entanto, alegam que a seleção natural raramente ocorre dessa maneira. Sabe-se que os animais selvagens costumam morrer por fatores extrínsecos (frio, fome, predação, parasitismo, etc.). Como os animais geralmente não sobrevivem até a senescência, conclui-se que aseleção natural exerce pouca influência sobre o processo de envelhecimento. Logo, a fraca seleção natural em idades mais avançadas não consegue “barrar” mutações que são prejudiciais majoritariamente na velhice (Teoria do acúmulo de mutações, Medawar, 1952).
Atualmente, a teoria da pleitropia antagônica (Pleitropia ocorre quando um loco gênico atua na expressão de mais de um caráter), cujoprecursor é Willians (1957), afirma a existência de vários genes benéficos na idade jovem e maléficos na velhice, o que favorece o acúmulo de genes deletérios (genes que provocam distúrbios) para a idade senil, uma vez que a seleção natural é mais atuante antes da velhice, quando tais genes tornam o indivíduo mais apto para sobreviver. Em decorrência desse acúmulo de danos aleatórios, a teoria do “somadescartável” propõe que é mais vantajoso destinar mais energia para a reprodução (preservação da espécie) do que para o reparo do soma (corpo), o que acarreta em envelhecimento.
Portanto, o processo de envelhecimento, sob o ponto de vista evolutivo, é um “efeito colateral” das tentativas de preservação do indivíduo e da espécie.

“Envelhecer ainda é a única maneira que se...
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