Pontos e contrapontos do sistema de cotas

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Analisa os problemas de implantação do sistema de cotas para negros no Brasil.
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MARIA ELVIRA DE OLIVEIRA











PONTOS E CONTRAPONTOS DO SISTEMA DE COTAS BRASILEIRO















Produção Apresentada ao Programa de Pós GraduaçãoStricto Sensu, do IENS– Instituto de Educação Superior e Capacitação Profissional NaçãoSanta, como requisito parcial para obtenção do título de Mestre em Educação.
Área de Concentração: Ciências da Educação.


























Rio de Janeiro
2012



SUMÁRIO





1 INTRODUÇÃO............................................................................................................ 4



2DESENVOLVIMENTO.................................................................................................5



3 CONCLUSÃO.............................................................................................................16



4..REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS.....................................................................18INTRODUÇÃO


Historicamente, o Brasil é visto como um país miscigenado, e a idéia de raça sempre foi algo nebuloso. Segundo AZEVEDO (2004) o problema que tem dado asas à controvérsia sobre a introdução da cota racial na sociedade brasileira é que o conceito de raça não existe tão solidamente implantado no nosso imaginário como ocorre nos Estados Unidos. Como nunca tivemos emnossa história de nação independente um Estado segregacionista formal, as categorias de raça nunca foram implantadas explicitamente por lei. Em conseqüência disso, a população brasileira nunca foi obrigada por determinações legais a identificar-se racialmente. Ao contrário dos Estados Unidos e da África do Sul, o nacionalismo brasileiro alimentou-se do mito da democracia racial.

O termo democraciaracial é usado por alguns para descrever as relações raciais no Brasil. O termo faz com que se acredite que o Brasil escapou do racismo e da discriminação racial vista em outros países. Pesquisadores notam que a maioria dos brasileiros não se veem pelas lentes da discriminação racial, e acreditam que não prejudicam ou promovem pessoas baseadas na raça. Graças a isso, enquanto a mobilidade socialdos brasileiros pode ser reduzida por vários fatores, como sexo e classe social, a discriminação racial seria considerada irrelevante. O objetivo deste trabalho é examinar a proposta corrente de racialização da população brasileira pelo Estado, com vistas a amparar programas de ação afirmativa para o atendimento específico daqueles que se autodenominarem negros. Analisa-se, inicialmente, oressurgimento da noção de raça entre acadêmicos, políticos e militantes do anti-racismo, bem como as dificuldades de se delimitar quem é negro no Brasil. Em seguida, conceitua-se ação afirmativa. Por fim, busca-se avaliar os pontos e contrapontos do sistema de cotas brasileiro.









DESENVOLVIMENTO



Após a introdução do debate sobre questões afirmativas para negros no Brasil, em1995-1996, começou-se a questionar quem são os negros brasileiros. AZEVEDO (2004) nos diz que o debate sobre as cotas em torno desta simples pergunta: como definir “negro” em terras onde muitos se orgulham de ser “morenos”?

“É verdade, o fantasma de Gilberto Freyre anda perigosamente às soltas a infernizar as vidas daqueles que só conseguem discernir preto e branco entre asmuitas cores com que a população brasileira insiste em se colorir. Acastanhada, agalegada, alva-escura, azul-marinho, bem-clara, bem-morena, branca-queimada, cor-de-café, cor-de-canela, cor-de-rosa, cor-firma, jambo, laranja, melada, meio-morena, morena-bem-chegada, rosa, roxa, sarará, trigueira, verde... estas são algumas das cores saborosas com que se tingiram os entrevistados da Pesquisa...
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